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Unaí registra 218 casos, 739 suspeitos e fiscalização enfrenta dificuldades com Bares e Festas

FISCALIZAÇÃO COVID-19: MAIOR DIFICULDADE COM BARES E FESTAS PARTICULARES

Apesar de reconhecer como “positivo” o balanço do trabalho da fiscalização realizado na semana, principalmente no final dela, a diretoria de fiscalização da Prefeitura de Unaí ressalta que as maiores reclamações públicas – e dificuldades da fiscalização – envolve bares (do tipo boteco) e festas particulares dentro de domicílios.

Com relação aos bares, não poderiam estar abertos para a venda de bebidas e comidas no local, formando aglomeração. Estando abertos, a venda pode ser efetuada, mas somente para o consumidor comprar e levar. Essa determinação (comprar e levar, não ficar no local) vale também para distribuidoras de bebidas, empórios, lojas de conveniência de postos de combustíveis e estabelecimentos similares.

Quando há aglomeração, fiscais estão orientando os donos e, em caso de forte resistência, até apelando para ação policial.

Já as festas, em residências ou domicílios particulares e fechados, a fiscalização chega a bater na porta e conversar com o dono, no sentido de dar orientações e pedir compreensão.

“Fica difícil privar a pessoa de fazer reuniões dentro da casa dela. Chamamos e conversamos. Já as festas públicas estão proibidas, até porque a prefeitura não concede alvará”, explica o diretor de fiscalização da PMU, Ronald Lima de Paiva. “Caso os vizinhos se sintam incomodados, muitas vezes por causa de perturbação do sossego, devem chamar a polícia. Aí já não é mais com a fiscalização”.

FEIRAS

Para o diretor de fiscalização, os feirantes estão seguindo as determinações dos decretos. No geral, usam máscaras de proteção, os produtos à venda estão bem embalados e a instalação de barracas tem obedecido às distâncias recomendadas.

Fiscais conscientizam feirantes e consumidores a usarem máscaras de proteção e a evitar aglomeração. Nesse particular, o desafio é lidar com os clientes de barracas de bebida e churrasquinho que, ao invés de comprar e ir embora, vão ficando por ali.

CORGUINHO E SERRA

Os pontos de maior movimento de praticantes de corridas e caminhadas, o calçadão do Córrego Canabrava e a Serra do Taquaril também são – e continuarão sendo – alvo da fiscalização. “Vamos continuar fazendo ações nesses pontos, conscientizar a população para o uso de máscaras, adotar medidas de distanciamento e, principalmente, distribuindo máscaras para quem necessitar”.

Ronald disse que a projeção é a fiscalização fazer pelo menos duas ou três visitas semanais a esses pontos, especialmente nos horários entre 16h e 20h, período de maior movimento.

REDE BANCÁRIA

O diretor de fiscalização observou que a Caixa e o Itaú contrataram pessoal para atuar do lado de fora dos bancos, organizando as filas. Em frente à Caixa, a Prefeitura interditou metade da rua e demarcou pontos onde os clientes devem aguardar, para evitar aglomerações.

O mais complicado, no entanto, é a região da Praça JK, onde estão localizados o Bradesco, o Banco do Brasil e uma Lotérica, todos próximos e do mesmo lado da rua. A ideia, que será apresentada ao Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19, é também interditar metade da rua, fazer demarcações de distanciamento e, se for o caso, proibir temporariamente o estacionamento naquela área da praça.

PREVENÇÃO

Os fiscais da PMU seguem cobrando de comerciantes, prestadores de serviços, consumidores, em suma, da população em geral, o cumprimento das medidas determinadas nos decretos municipais de controle e enfrentamento do novo coronavírus.

Entre as cobranças, estão principalmente o uso de máscara de proteção facial e o distanciamento social, para evitar que o contágio do vírus se alastre. Segundo observadores, na região central, o uso de máscaras já atinge mais de 80% da população.

Na medida em que vai saindo do Centro da cidade em direção à periferia, entretanto, cai o percentual de pessoas que usam a máscara. “O uso das máscaras está sendo cobrado pelos fiscais em todos os pontos da cidade: nas ruas, praças, no comércio, nas feiras”, antecipa Ronald.

Segundo ele, alguns cidadãos ainda resistem a usar a peça de proteção e até reagem negativamente. Ronald (que também faz parte do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 em Unaí) deixa um alerta e uma recomendação: “as pessoas não estão levando a sério o aumento dos casos de contágio em Unaí. Está provado que, se todos estiverem usando máscaras, o risco de contágio do vírus diminui bem”.

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