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Ministério Público apura suposta irregularidade em concurso da Guarda Municipal

Entre as denúncias de fraude no concurso, que atraiu 84 mil concurseiros, há “uso de telefones celulares e captura de imagens das salas de prova e das folhas para preenchimento de gabaritos“.

O Ministério Público de Minas Gerais vai apurar supostas irregularidades durante a realização do concurso da Guarda Municipal de Belo Horizonte, que teve provas aplicadas no último dia 18 de agosto. O procedimento inicial do MP, que vai decidir se cabe instauração de inquérito, ocorre depois da instituição receber duas denúncias. As representações afirmam que houve o uso de celulares em local proibido e que alguns candidatos não puderam levar o gabarito para casa.

Conforme a instituição, “foram recebidas duas representações a respeito do concurso, as quais geraram duas Notícias de Fato no MPMG – procedimento de apuração inicial, por meio do qual se buscam elementos que justifiquem ou não a instauração de inquérito civil“.

 Prefeitura de Belo Horizonte informou que todas as informações estão a cargo da Fundação Guimarães Rosa (FGR), instituição responsável pela realização do certame.

A FGR informou, por meio de nota enviada à redação, que foi constatado apenas um fato isolado de tentativa de fraude, apurado desde o primeiro instante.

Segue íntegra da nota:

“Referente à denúncia sobre as possíveis tentativas de fraudes no Concurso Civil Municipal, ocorrido no dia 18 de agosto de 2019, a Fundação Guimarães Rosa informa que foi constatado um fato isolado de prática irregular, mas que já está sendo apurado. Esclarecemos que:

1) Utilização de telefones celulares: os casos constatados durante o período de realização da prova foram registrados em ata e os respectivos candidatos eliminados, nos termos do Edital.

2) Captura de imagens em local de prova e de folha de resposta: um fato isolado foi identificado e já está em apuração.

3) Rascunho do Gabarito: o Gabarito constante no Caderno de Prova poderia ser levado pelos candidatos a partir das 16h30, conforme subitem 9.1.7.44.1 do Edital. No entanto, o rascunho individual foi disponibilizado pela Coordenação para os candidatos que saíram antes do horário indicado.

Como entidade responsável pelo processo de seleção, a Fundação Guimarães Rosa reforça o seu comprometimento por zelar pela segurança e lisura das informações e a sua conduta na investigação do caso será de transparência e ancorada nas determinações previstas no Edital.

Fundação Guimarães Rosa”

Inscritos

Dos 84 mil concurseiros inscritos, apenas 500 têm vaga garantida, sendo 100 reservadas para mulheres e 400 para homens. De acordo com Guarda Municipal, haverá um cadastro de reserva com 1,5 mil nomes.

A prova foi constituída por 50 questões, sendo 10 de língua portuguesa, 20 de legislação, 5 de noções de informática; 8 de noções de geografia urbana e 7 sobre a história de Belo Horizonte. Para o candidato ser aprovado, ele precisa obter, no mínimo, 60% dos pontos, sem zerar qualquer categoria avaliada.

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