O Massacre do Santa Cecília: Polícia Civil Conclui Inquérito Contra Homem que Exterminou a Própria Família em Juiz de Fora
Investigação em Juiz de Fora revela detalhes da emboscada que vitimou cinco pessoas, incluindo uma criança de 5 anos; suspeito de 42 anos responderá por cinco homicídios qualificados.
Há crimes que desafiam a compreensão humana pela sua frieza e brutalidade, e o massacre ocorrido no bairro Santa Cecília, em Juiz de Fora, é um deles. Nesta sexta-feira (16/01), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encerrou o inquérito policial que desvendou a dinâmica da manhã de horror vivida por uma família no dia 7 de janeiro de 2026. O autor, um homem de 42 anos que já está sob custódia, foi indiciado por cinco mortes executadas com requintes de crueldade e sem chance de defesa para as vítimas.
A Dinâmica do Terror: Uma Sequência de Emboscadas
As investigações, apoiadas por imagens de câmeras de monitoramento, revelaram que o ataque começou pontualmente às 6h da manhã. O suspeito agiu com uma paciência sinistra, aguardando o momento em que a rotina da casa se iniciaria.
A ordem dos ataques seguiu um roteiro implacável:
- A Primeira Vítima: O homem esperou que uma das irmãs, de 47 anos, saísse para o trabalho. Ela foi atacada com facadas e empurrada de volta para dentro do imóvel.
- O Extermínio na Casa Principal: Dentro da residência, o autor matou a madrasta, de 63 anos, e seguiu para o quarto onde o próprio pai, um idoso de 74 anos, foi assassinado enquanto ainda estava deitado.
- Sem Escapatória: A segunda irmã (44 anos), que vivia nos fundos, correu ao ouvir o barulho e foi executada na cozinha.
- O Alvo Mais Jovem: Por fim, o homem dirigiu-se à casa dessa irmã e tirou a vida do sobrinho, uma criança de apenas 5 anos.
A perícia confirmou que o autor focou seus ataques nas regiões do pescoço e do rosto, utilizando instrumentos perfurocortantes com força letal.
A Prisão e as Provas
O suspeito não teve tempo de fugir da cidade. Momentos após os crimes, ele foi localizado pela Polícia Militar em seu apartamento no bairro Santa Terezinha. No local, o cenário era de confissão silenciosa e material: dentro de um balde, os militares encontraram duas facas táticas sujas de sangue. Diante das evidências, o homem confessou a autoria do massacre.
Segundo a delegada Camila Miller, o indiciamento foi severo, incluindo qualificadoras como emprego de meio cruel e emboscada. “Ele responderá por crimes que tornaram impossível a defesa das vítimas”, destacou a autoridade policial.
Uma Comunidade em Luto e Choque
O inquérito agora segue para o Poder Judiciário, acompanhado de laudos de necropsia que materializam a violência do ato. Para Juiz de Fora e para Minas Gerais, fica a lembrança dolorosa de uma manhã em que os laços de sangue foram rompidos pela fúria de quem deveria protegê-los.
A tragédia do bairro Santa Cecília deixa uma lacuna irreparável em uma árvore genealógica devastada em poucos minutos. A pergunta que agora a justiça tenta responder é: o que poderia levar um homem a planejar, com tamanha precisão, o fim de toda a sua base familiar?

Comentários