Blindagem de Minério: PRF Apreende 600 Mil Maços de Cigarros em Carga de Ferro na BR-262
Motorista confessa transporte ilegal após abordagem em Água Clara (MS); mercadoria estrangeira tinha como destino final o estado de São Paulo.
Sob o peso de toneladas de minério de ferro, escondia-se uma fortuna em produtos ilegais que cruzava o Mato Grosso do Sul rumo ao coração econômico do país. Na última segunda-feira (12/01), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interrompeu o que seria uma entrega lucrativa para o mercado clandestino, ao interceptar um bitrem carregado com 600 mil maços de cigarros contrabandeados.
A abordagem ocorreu durante uma fiscalização de rotina na BR-262, no município de Água Clara (MS). Os policiais pararam um caminhão tracionando dois reboques que, aparentemente, transportava apenas minério de ferro. No entanto, o nervosismo ou a inconsistência no relato durante a entrevista policial foram decisivos para que o condutor acabasse confessando a verdade: a carga mineral servia apenas como cobertura para o transporte de cigarros de origem estrangeira.
Ao vistoriarem o compartimento de carga, os agentes confirmaram a grande quantidade da mercadoria ilegal, que não possuía qualquer documentação de importação ou registro nos órgãos competentes brasileiros.
Da Rota do Contrabando às Grades
O motorista revelou detalhes da logística do crime aos federais:
- Origem: O carregamento ilícito foi retirado na cidade de Terenos (MS).
- Destino: A carga deveria ser entregue no estado de São Paulo, um dos maiores centros de consumo de produtos contrabandeados do país.
Diante do flagrante, o veículo e os 600 mil maços de cigarros foram apreendidos. A ocorrência foi encaminhada à sede da Polícia Federal em Três Lagoas (MS), onde o condutor deverá responder pelo crime de contrabando, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão.
O Custo do Crime nas Estradas
Ações como esta na BR-262 reforçam o papel estratégico das rodovias federais no combate à evasão fiscal e ao fortalecimento de milícias e facções que se financiam através do mercado de cigarros clandestinos. Além do prejuízo aos cofres públicos, o contrabando de cigarros ignora todas as normas de vigilância sanitária, expondo o consumidor a riscos ainda maiores.
A pergunta que fica é: até quando o setor de transportes continuará sendo infiltrado por esquemas que utilizam cargas lícitas como fachada para o crime organizado?

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