COVARDIA: Justiça mantém preso homem flagrado chutando o rosto da própria filha de 4 anos no Paraná
Agressão brutal que chocou o país ocorreu no município de Almirante Tamandaré; defesa alegou surto, mas magistrado converteu a prisão em preventiva após audiência de custódia.
Por Redação Sputnik Voz do Povo
10 de julho de 2026
ALMIRANTE TAMANDARÉ, PARANÁ – O Poder Judiciário do Paraná converteu em preventiva a prisão em flagrante do homem de 32 anos que foi gravado agredindo brutalmente a própria filha, uma criança de apenas 4 anos, com um chute no rosto. A decisão foi proferida pelo magistrado de plantão após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira. O crime, que gerou forte clamor e revolta nacional, ocorreu no município de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, e foi registrado por câmeras de segurança.
A decisão judicial que manteve o agressor atrás das grades atendeu ao pedido do Ministério Público e da Polícia Civil, sob o argumento de garantir a ordem pública e a proteção integral da integridade física e psicológica da menor e de testemunhas.
A dinâmica do ataque e a fúria popular
As imagens que circularam e chocaram as redes sociais mostram o momento exato da covardia. O homem caminha por uma via pública segurando a filha pelo braço. Repentinamente, ele desfere um chute violento contra a cabeça da menina, que é arremessada ao chão devido à força do impacto.
Logo após a agressão, o homem tenta recolher a criança e continuar caminhando, mas testemunhas e moradores da região que presenciaram a cena intervieram imediatamente. Revoltada com a brutalidade, a população cercou o suspeito e iniciou uma tentativa de linchamento. A Polícia Militar foi acionada às pressas para conter os ânimos e resgatar o homem da fúria popular, efetuando a prisão em flagrante no local.
Versão da defesa e histórico de violência
Durante os procedimentos policiais e a audiência de custódia, a defesa do agressor alegou que o homem estaria passando por problemas de ordem psicológica e teria sofrido um “surto momentâneo” no instante do ocorrido. O argumento, no entanto, não convenceu as autoridades judiciais diante da gravidade concreta do ato e dos riscos apresentados.
Investigações preliminares da Polícia Civil apontam que o homem já possuía registros e histórico de comportamento instável, o que agrava a situação penal do indiciado. Ele responderá formalmente pelos crimes de lesão corporal de natureza grave no âmbito da violência doméstica e submissão de criança a vexame ou constrangimento, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Proteção à vítima e desfecho
A menina de 4 anos foi socorrida e encaminhada para atendimento médico e exames periciais no Instituto Médico Legal (IML) para avaliar a extensão das lesões cranianas e faciais. O Conselho Tutelar do município foi acionado e já acompanha o caso de perto, prestando assistência psicológica à vítima e à família.
O agressor foi transferido para o sistema prisional do estado do Paraná, onde permanecerá recluso, por tempo indeterminado, à disposição da Justiça.
Nota do Canal: Casos de violência contra crianças devem ser denunciados imediatamente. O Disque 100 (Direitos Humanos) e o 190 da Polícia Militar são canais gratuitos e anônimos para proteção dos nossos menores.

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