Weliton Prado comemora a incorporação da Quimio Oral contra o câncer de Mama no SUS

A Comissão Especial de Combate ao Câncer no Brasil (Cecâncer) discutiu o papel das políticas públicas no combate ao câncer de mama em audiência pública nesta quinta-feira (11) Um dos pontos discutidos e apontados como fundamentais pela comissão é a oferta de medicamentos modernos no tratamento, principalmente na rede pública.

Após pressão da Cecâncer, da FEMAMA, entidades de combate ao câncer e dos pacientes oncológicos em audiências anteriores e em cobranças ao governo federal, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) aprovou na noite anterior a reunião a incorporação de três quimioterapias orais para tratamento de pacientes com câncer de mama metastático no SUS.

O deputado federal Weliton Prado, presidente da Cecâncer, questiona a lentidão para que os tratamentos modernos sejam aprovados e incluídos na lista do SUS. No requerimento para a solicitação da audiência, o parlamentar aponta que novas tecnologias já estão disponíveis na rede privada de saúde, mas há quase 20 anos não são incorporados no SUS novos tratamentos para a forma metastática da doença, que corresponde a 70% dos casos registrados no país.

“Essa pressão popular contribuiu para essa vitória e está fazendo a diferença na vida de milhares de pessoas. É fundamental ter novas tecnologias e medicamentos disponíveis. Muitas mulheres poderiam estar vivas e com suas famílias se tivessem acesso a um tratamento adequado. Isso é um crime. Não podemos permitir que mais mulheres morram por falta de terapia adequada. Vamos lutar para garantir a universalização dessas novas tecnologias para todos os assistidos pelo SUS”, comemorou o deputado federal Weliton Prado, presidente da Cecâncer.

Sílvia Ferrite é paciente oncológica há 09 anos, usa medicação que controla o câncer em metástase há mais de 2 anos e representou os pacientes na reunião, para comprovar os benefícios dessa medicação.

“Com esses novos tratamentos, vivemos com mais esperança que medo. Quando o tratamento que eu faço é o que de melhor que a ciência pode me oferecer, sinto que estou sendo respeitada como ser humano e tenho conforto de saber que vivo a melhor vida que posso. Estou muito feliz que esses novos medicamentos em quimioterapia oral serão oferecidos para todas as mulheres, não só nós que temos plano de saúde”, explica Ferrite.

Para Maria Cristina Sanches Amorim, Gerente-Geral da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), não há justificativa para não inserir o tratamento moderno no SUS. “Essa é uma tecnologia desenvolvida nos anos 90 e que já está na saúde suplementar.

Não estamos tratando de um produto que foi inventado anteontem sob o qual ainda pairem dúvidas sobre eficácia, mas de uma tecnologia de 30 anos. Como ainda não está disponível para as pacientes do SUS?”.

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