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João Pinheiro e Varjão de Minas aparecem entre municípios citados em investigação sobre emendas parlamentares atribuídas a Eduardo Cunha

A PF investiga se as verbas e a expansão da rede de comunicação faziam parte de uma estratégia para aumentar a visibilidade de Cunha em Minas, estado pelo qual pretende disputar uma vaga de deputado federal.

João Pinheiro está entre os municípios mineiros citados na investigação da Polícia Federal que apura o direcionamento de emendas parlamentares atribuídas ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos), mesmo sem mandato parlamentar. A investigação levou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a determinar o bloqueio de bens de Cunha e a suspensão da execução das emendas sob investigação.

Segundo a investigação, ao menos 29 municípios de Minas Gerais receberam recursos que, de acordo com a Polícia Federal, teriam sido solicitados por Eduardo Cunha por meio de parlamentares com mandato. O valor total investigado chega a R$ 6,15 milhões.

João Pinheiro recebeu R$ 1,05 milhão

Conforme registros públicos citados em reportagens, João Pinheiro recebeu uma emenda de R$ 1.050.000 destinada ao Fundo Municipal de Saúde. Na época, o prefeito Gláucon Cardoso gravou um vídeo agradecendo a Eduardo Cunha pelo recurso e mencionando a expectativa de novos investimentos para o município.

Em entrevista ao portal O Tempo, Gláucon afirmou que o recurso foi obtido por intermédio do então presidente da Câmara Municipal, Guilherme Coxa, destacando que a verba foi destinada à área da saúde.

O vereador Guilherme Coxa também confirmou ter se reunido com Eduardo Cunha em Brasília, juntamente com outras lideranças de João Pinheiro, para solicitar recursos e máquinas agrícolas ao município. Segundo ele, a emenda foi liberada poucos meses após os encontros.

Além de João Pinheiro, veja os demais municípios que receberam emendas:

Varjão de Minas também aparece na investigação

Além de João Pinheiro, Varjão de Minas está entre os municípios mencionados na apuração da Polícia Federal como beneficiários de recursos que integram o conjunto de emendas investigadas.

O que investiga a Polícia Federal

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que Eduardo Cunha, mesmo sem exercer mandato desde 2016, teria atuado na definição e no remanejamento de emendas parlamentares destinadas a municípios mineiros. A investigação aponta que ele exerceria influência política na escolha dos recursos por meio de parlamentares da bancada do Republicanos.

Com base nesses elementos, o ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de até R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado e suspendeu a execução das emendas investigadas, citando a necessidade de garantir transparência e rastreabilidade dos recursos públicos.

Defesa de Eduardo Cunha

Eduardo Cunha nega qualquer irregularidade. Em entrevistas e por meio de sua defesa, ele afirma que não apresentou nem formalizou emendas parlamentares, sustentando que apenas encaminhou pedidos de prefeitos e lideranças políticas ao partido. Também declarou que a investigação tem motivação política e que recorrerá das medidas determinadas pelo STF.

Investigação segue em andamento

Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre o mérito da investigação, e a apuração continua sob responsabilidade da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal. A inclusão de João Pinheiro e Varjão de Minas na investigação refere-se ao fato de serem municípios destinatários de recursos analisados no inquérito, sem que isso implique, por si só, responsabilização das administrações municipais

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Edição e Redação: Alane Alves

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