Polícia Civil descobre ‘bunker’ do tráfico no bairro Betânia e apreende 77 barras de maconha em Belo Horizonte
Traficantes da Vila Cemig mudaram estratégia e passaram a estocar drogas em imóveis discretos para fugir do cerco policial; dois gerentes do esquema foram presos
BELO HORIZONTE, MG – Uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia no Barreiro, resultou na desarticulação de um importante entreposto do narcotráfico no bairro Betânia, região Oeste da capital. A operação culminou na prisão de dois homens, de 22 e 27 anos, e na apreensão de 77 barras de maconha.
A Nova Estratégia do Tráfico Os trabalhos investigativos tiveram início em fevereiro deste ano, focados no monitoramento de facções criminosas atuantes na Vila Cemig, no Barreiro. Devido à presença constante e sufocante das forças de segurança dentro do aglomerado, os líderes do tráfico reconfiguraram a logística: deixaram de estocar grandes volumes de entorpecentes na comunidade e passaram a alugar imóveis discretos em bairros vizinhos para funcionarem como depósitos ocultos.
“Em razão da presença constante da polícia nos aglomerados, eles passaram a acondicionar a droga em bairros distantes e fazer apenas o transporte fracionado para abastecimento dos pontos de venda no varejo”, explicou o delegado responsável pelo caso, Túlio Leno Goes Silva.
O Flagrante A quebra do fluxo logístico aconteceu após o setor de inteligência da PCMG identificar o momento exato em que um morador da Vila Cemig se deslocou até o Betânia para buscar uma carga. Os policiais monitoraram a ação e abordaram o primeiro suspeito assim que ele saía do imóvel com uma sacola cheia de barras de maconha.
Pouco tempo depois, o segundo investigado, responsável por vigiar e gerenciar a casa, retornou ao local e também recebeu voz de prisão. Dentro da residência, os agentes localizaram o restante do estoque ilícito, além de:
- 02 balanças de precisão;
- 03 aparelhos celulares;
- 01 veículo utilizado para a distribuição das drogas.
Mulas Sem Antecedentes A polícia também descobriu que, para tentar burlar blitze e abordagens de rotina, a organização criminosa mudou o perfil de seus transportadores, passando a recrutar pessoas sem passagens pela polícia para fazer o frete do material.
Para o delegado regional do Barreiro, Jonas Andrade Pavan, a operação demonstra a eficiência do trabalho de inteligência diante da capacidade de adaptação do crime organizado. “Toda vez que a polícia satura determinada região, os criminosos tentam criar novos mecanismos. Identificamos essa mudança de metodologia e interrompemos a logística deles”, destacou.
Desfecho A dupla foi autuada em flagrante e encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição do Poder Judiciário. Os telefones celulares apreendidos serão submetidos à perícia técnica para rastrear a cadeia de fornecedores e identificar os líderes do primeiro escalão da facção.
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