Policial militar é preso após levar esposa morta a hospital em Belo Horizonte; perícia encontra cabo de madeira na residência do casal
Casoenvolve militares da corporação; vítima apresentava lesões incompatíveis com a versão do suspeito, e a Polícia Civil investiga o crime como feminicídio.
Por Redação Sputnik Voz do Povo 21 de julho de 2026
BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS – Um caso trágico envolvendo dois integrantes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) terminou na prisão em flagrante de um sargento na capital mineira. O militar foi detido pela corporação nesta terça-feira (21) após levar sua esposa, uma capitã da PM, já sem vida ao Hospital Municipal Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte.
A versão apresentada pelo suspeito para tentar justificar a morte da companheira foi rapidamente confrontada pelas equipes médicas e periciais, que constataram múltiplos sinais de violência física no corpo da vítima.
Versão contraditória e constatação de violência
De acordo com as informações apuradas, o sargento deu entrada na unidade de saúde alegando que a esposa havia sofrido um mal súbito em casa. No entanto, os médicos do pronto-socorro identificaram de imediato que a militar já estava morta e apresentava hematomas, escoriações e lesões graves espalhadas pelo corpo — marcas incompatíveis com a narrativa de parada cardíaca ou mal de saúde repentino.
Diante do quadro clínico suspeito, a equipe médica acionou a Polícia Militar e a Polícia Civil para o registro de ocorrência e início das diligências de investigação.
Perícia encontra objeto suspeito em residência
Simultaneamente à contenção do militar no hospital, equipes da Polícia Civil e da Perícia Técnica deslocaram-se até a residência do casal para fazer os levantamentos de praxe no local do crime.
Durante os trabalhos periciais no imóvel, os agentes localizaram e apreenderam um cabo de madeira com marcas que sugerem ter sido utilizado como instrumento das agressões físicas sofridas pela vítima. A estrutura da casa apresentava sinais de desalinho e vestígios que reforçam a tese de luta corporal e agressão severa antes da morte.
Prisão e apuração por feminicídio
Diante do conjunto de evidências e dos laudos preliminares, o sargento recebeu voz de prisão em flagrante. Por se tratar de um crime hediondo praticado por um militar contra sua companheira, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso sob a tipificação de feminicídio.
Procedimentos da Corporação: A Polícia Militar de Minas Gerais informou que está acompanhando rigorosamente todos os desdobramentos das investigações e que lavrou os procedimentos administrativos cabíveis. O sargento foi encaminhado para uma unidade prisional da corporação, onde permanecerá recluso e à disposição do Poder Judiciário.
O corpo da capitã foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, onde passará por necropsia detalhada para indicar a causa exata do óbito e complementar as provas do inquérito policial.

Comentários