Sargento da PM mata cachorro a tiro em praça pública de Unaí e vídeo gera revolta
Sargento da PM alegou ter agido para conter ataque do animal contra o próprio cão; imagens de câmeras de segurança registraram o momento do disparo na cabeça do animal.
Por Redação Sputnik Voz do Povo 19 de outubro de 2026
UNAÍ, MINAS GERAIS – A morte de um cachorro baleado por um policial militar de folga gerou forte repercussão e comoção pública no município de Unaí, no Noroeste de Minas. O fato ocorreu na Praça São José, onde o agente, um sargento da Polícia Militar, efetuou um disparo de arma de fogo contra a cabeça do animal, que não resistiu ao ferimento e morreu no local.
Imagens registradas por câmeras de segurança de comércios do entorno flagraram toda a movimentação e estão sendo utilizadas pelas autoridades para a apuração da conduta do militar.
Versão do militar e dinâmica registrada pelas câmeras
De acordo com o depoimento prestado pelo sargento da PM, ele passeava pela praça acompanhado do seu cão de estimação quando o outro animal, que estaria solto em via pública, aproximou-se e iniciou um ataque:
- Alegação de Legítima Defesa: O policial afirmou ter usado a arma de fogo como medida extrema de defesa para cessar a agressão do animal contra o seu cão e evitar ferimentos aos pedestres que circulavam pelo local;
- Registro em Vídeo: As imagens que circulam em redes sociais mostram a aproximação dos animais, o momento em que se iniciou a briga e a intervenção do homem, que sacou a arma e efetuou o disparo à queima-roupa;
- Revolta de Populares: A ação provocou indignação de testemunhas e tutores que presenciaram o fato na praça pública, cobrando posicionamento imediato dos órgãos de fiscalização.
Procedimentos e apuração pela Polícia Militar
A Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada para isolar a cena e efetuar os primeiros levantamentos operacionais sobre a ocorrência envolvendo o integrante da corporação.
Em nota oficial, a Polícia Militar informou que acompanhou os procedimentos de praxe e que o caso foi encaminhado para a apuração da Polícia Civil e do setor de Corregedoria da PMMG, que vai instaurar procedimento administrativo para analisar se a conduta e o uso da arma de fogo pelo agente de folga foram proporcionais e adequados às circunstâncias do fato.

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