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Crueldade sob Investigação: Cadela Atropelada é Abandonada à Própria Sorte e Tutora é Autuada em Unaí

Animal com fratura na pelve e infestação parasitária foi encontrado em estado grave no centro da cidade; ação conjunta entre PM de Meio Ambiente e ONG APUPA revela rastro de omissão e crime.

UNAÍ – O que deveria ser um lar tornou-se o cenário de um crime silencioso e doloroso no bairro Canaã. Em uma operação que uniu a Polícia Militar de Meio Ambiente e a Associação dos Protetores Unidos Pelos Animais (APUPA), um caso de maus-tratos e abandono foi desmascarado nesta semana. O desfecho, marcado por uma multa pesada e um resgate emocionante, serve de alerta: o abandono e a omissão de socorro são crimes previstos em lei e não encontram justificativa na crise financeira.

O Rastro do Abandono

A fiscalização teve início após denúncias sobre a situação de vários cães em uma residência. Ao chegarem ao local, os agentes notaram a ausência de dois animais que viviam ali anteriormente. Confrontada, a moradora alegou que os cães haviam sido doados. No entanto, o “faro” dos protetores e da polícia levou a outra realidade: uma cadela, com as exatas características de um dos animais da casa, havia sido encontrada abandonada no centro de Unaí, em estado deplorável.

Resgatada pela APUPA, a cadela foi levada às pressas para atendimento veterinário. O diagnóstico foi um soco no estômago: o animal apresentava uma fratura na pelve, resultado de um trauma de alta energia — possivelmente um atropelamento. Além da dor intensa e da dificuldade de locomoção, a cadela sofria com uma grave infestação de pulgas e carrapatos.

As investigações revelaram a frieza dos fatos: a tutora, uma mulher de 31 anos, admitiu que o animal foi atropelado nas proximidades de sua casa. Em vez de buscar socorro ou ajuda das autoridades, ela optou por abandonar a cadela à própria sorte no centro da cidade, sob a alegação de que não teria dinheiro para o tratamento.

Consequências Pesadas

A alegação de “impossibilidade financeira” não impediu o rigor da lei. A conduta foi enquadrada como crime de maus-tratos. Além de responder criminalmente, a tutora recebeu um auto de infração ambiental no valor de R$ 2.026,46.

Enquanto a autora encara as consequências na justiça, a cadela — agora protegida pela ONG — segue em tratamento intensivo. As despesas médicas foram custeadas pela APUPA, que agora busca garantir que, após a recuperação e possível cirurgia, o animal encontre um lar onde o amor e a responsabilidade caminhem juntos.

Reflexão

Ter um animal de estimação é um compromisso para a vida toda, inclusive nos momentos de dor e doença. O abandono de um animal ferido não é apenas uma falha moral, é um crime que sobrecarrega as ONGs e castiga seres inocentes.

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Por Jeferson Sputnik Jornalista RTP 0021471/MG

Jornalista RTP 0021471/MG Radialista Social Media Mais de 100 milhões de acessos em 2022 Assessor parlamentar Câmara dos Deputados Brasília Sangue A Positivo

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