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Homem de 40 anos tenta contra a própria vida devido a família não o aceitar como homossexual.

A Polícia Militar, em Vazante, foi solicitada via 190, onde foi informada que um indivíduo, de 40 anos, estava trancado em sua residência, no bairro Serra Dourada, tentando contra sua própria vida, a polícia militar então saiu de imediato ao socorro da vítima. Chegando ao local, foi necessário quebrar um cadeado do portão para ter acesso à casa.

Uma testemunha que já havia pulado o muro, conseguiu impedir que o homem cometesse o suicídio cortando uma corda, onde o mesmo já estava dependurado com ela no pescoço.

Foi acionada uma ambulância do Hospital Municipal, que compareceu no local e realizou os atendimentos necessários.

A vítima estava lúcida e em conversa com os militares apenas relatou que o motivo seria a não aceitação da sua família por ele ser homossexual e estar em processo de transformação física e visual. O mesmo continuou no hospital municipal em observação.
A vítima possui passagens por furto e outras contra o patrimônio.

Segundo o instituto de pesquisa Data popular, que ouviu 1.264 pessoas com porcentual de 45% pais e 35% mães, não aceita a homossexualidade. Entre esses números estão aqueles pais que chegam a expulsar de casa, em outros casos o filho (a) não aguenta a violência física ou psicológica e saem de casa.

ACEITAÇÃO DOS PAIS

Alguns gays tem um grande problema de auto aceitação, as vezes pelo fato de seus pais também não aceitarem a homossexualidade, esse fator tem levado muitos gays a entrarem na depressão, por que já é difícil lidar com a sociedade, e ainda ter que lidar com seus pais, quem deveria mas apoiar, dar as costas. De acordo com (Singly,2013, p. 14), “é no espaço onde circula o amor que se constrói uma grande parte da identidade pessoal dos indivíduos”. Desse modo é preciso o reconhecimento da família, para que os LGBT possam sentirem acolhido. Embora quando um filho revela ou é descoberto por seus familiares, segundo (Borrillo, 2010) o menos ruim que se ocorre é a homofobia liberal, quando a homossexualidade não é vista como legitima, mas ela pode ser tolerada, desde quando o indivíduo não apareça com comportamentos gays e não apresente nenhuma ação do mesmo. Então muitos preferem ficar escondido, maquiando com um namoro de sexo oposto só para agradar aos pais, também para não perder aquele convívio agradável que tem com sua família.

Em uma pesquisa de campo a psicóloga Lívia Gonsalves Toledo entrevistou uma menina chamada Julia, a respeito do texto acima Julia diz:

Eu penso que, se eu contar, eles [irmãos de Júlia] podem muito bem conversar com os meus pais e a situação toda mudar. Ficar muito melhor para mim. Mas, ao mesmo tempo que eu penso, eu falo: ‘Putz. Será que eu não posso acabar com tudo isso?’. […] acabar com todo esse carinho que a gente tem um pelo outro. Posso estragar a família por causa disso (Narrativa de Júlia, 19 anos (Toledo, 2013, p. 232)).

Então nota-se que a questão de “decepcionar” os pais vai muito em conta na vida de muitos homossexuais. Dessa forma os homossexuais são reprimidos por conta de sua família, por já saberem a “reação” de seus pais, na qual pode haver uma forma cruel de preconceitos, já que estes demostram ser preconceituosos. Alguns pais já começam a demostrar formas preconceituosas mesmo não sabendo a orientação do filho, essas formas são xingamentos, agressividade e até ameaças contra os LGBTQ.

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