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Presídios vivem guerra de drones em Minas Gerais

O crime organizado tem usado de inúmeras tentativas para levar materiais ilícitos aos presídios e penitenciarias, de produtos camuflados em alimentos, frascos ou, até mesmo introduzidos no próprio corpo.

A gora, as ações tem chamado a atenção pelo uso da tecnologia.

Uma forma de romper os limites dos muros das penitenciarias, está sendo pelo ar com o uso de drones que sobrevoam as unidades prisional não somente em minas gerais, mas em todo o país.

Agentes penitenciários receberam treinamentos para operar as aeronaves não tripuladas afins de combater os voos clandestinos.

Este ano de 2019, ao menos uma aeronave foi interceptada por mês até o meio do ano. Uma guerra aérea vem sendo travada nos céus de várias unidades pelo Brasil a fora.

As ações serão colocadas em prática no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, um dos principais de Minas.

Lá, os aparelhos poderão ser usados durante o dia e a noite, já que contam com tecnologia de visão noturna.

O reforço na segurança contrasta com o caos que tomou conta do sistema carcerário de Minas Gerais.

Relatório do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) mostra que a superlotação carcerária está presente em mais de 90% das unidades prisionais do estado. O déficit de vagas supera as 34 mil. Junto a isso, está a proibição de alguns presídios de receber presos. Até o fim de julho, mais de 44% das unidades estavam total ou parcialmente interditadas. Somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, 13 unidades estão nessa situação. Entre elas, o Complexo Penitenciário Nelson Hungria.

Registros de tentativa de fuga e entrada de drogas e armas nas unidades prisionais são constantes. Mas, cada vez mais, os criminosos têm usado a criatividade para tentar acessar os muros das penitenciárias. Entre as ações está o uso da tecnologia. Nos primeiros sete meses de 2019, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) interceptou seis drones sobre presídios. Os detalhes das intervenções não foram divulgados, por razões de segurança.

Em 29 de dezembro, em Ipaba, no Vale do Rio Doce, um agente penitenciário abateu drone. Celulares, uma pequena quantidade de maconha e uma serra foram apreendidos. Ninguém foi preso. Em agosto de 2017, um aparelho sobrevoou os pavilhões da Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, em Uberlândia, no Triângulo, com celulares e carregadores. Ele também acabou interceptado.

FONTE: CB Brasil

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