Empresário é preso por assédio e importunação sexual contra funcionária de 17 anos
Investigação da Polícia Civil aponta que o homem, de 53 anos, condicionou adiantamento salarial a favores sexuais; suspeito foi detido preventivamente
MANHUAÇU, MG – Uma investigação minuciosa conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) resultou no indiciamento e na prisão de um empresário de 53 anos, acusado de crimes de importunação e assédio sexual contra sua funcionária, uma adolescente de 17 anos. O mandado de prisão preventiva foi cumprido na manhã do último sábado, 11 de abril, no distrito de Alegria, em Simonésia.
Histórico de Abusos e Constrangimento Os trabalhos da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Manhuaçu revelaram que as investidas do investigado tiveram início em setembro de 2025. Segundo o inquérito, o homem utilizava sua posição hierárquica para oferecer vantagens econômicas e benefícios financeiros em troca de favores íntimos.
Testemunhas relataram que o patrão chegava a utilizar colegas de trabalho como intermediários, sugerindo propostas de ascensão profissional e bônus caso a jovem cedesse às suas investidas. Por necessidade financeira, a vítima permaneceu no emprego, enfrentando um ambiente de constante constrangimento.
O Estopim e a Agressão A situação escalou de forma grave quando a adolescente solicitou um adiantamento salarial para custear despesas acadêmicas. O investigado teria condicionado a liberação do valor à prática de atos sexuais. Ao confrontar o chefe em seu escritório, a jovem foi encurralada contra a parede; o homem agiu de forma invasiva, tocando o corpo da menor sem consentimento. O ato só foi interrompido com a chegada de uma terceira pessoa ao local.
Ação Policial e Prisão O caso chegou ao conhecimento das autoridades em 4 de fevereiro de 2026, quando o irmão da vítima formalizou a denúncia. Durante o curso das investigações, uma testemunha chave relatou ter sofrido ameaças por parte do empresário, o que levou a Polícia Civil a representar pela prisão preventiva para garantir a integridade do processo e das pessoas envolvidas.
O investigado foi encaminhado ao sistema prisional e o inquérito policial já foi remetido ao Poder Judiciário. Ele responderá pelos crimes de assédio sexual e importunação sexual, agravados pela condição de vulnerabilidade e relação de emprego da vítima.
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