Caso Susy Nogueira: Abuso sexual em UTI, falhas médicas e a dor de uma família que só descobriu a violência no velório
Jovem de 21 anos sofreu violência sexual de técnico de enfermagem enquanto estava sedada em Goiânia; laudo apontou morte por embolia pulmonar e médicos foram indiciados.
Por Redação Sputnik Voz do Povo 18 de agosto de 2026
GOIÂNIA, GOIÁS – Um dos episódios mais chocantes e revoltantes da história da saúde pública no Centro-Oeste envolveu a trágica morte da estudante Susy Nogueira Cavalcante, de 21 anos. Internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital privado em Goiânia para tratar crises convulsivas, a jovem teve sua dignidade violada dentro de um ambiente que deveria garantir sua recuperação.
Sua história ganhou repercussão nacional ao reunir denúncias de estupro de vulnerável no leito hospitalar, falhas graves na conduta médica e a Ombridade de uma família que só soube do abuso sexual durante o velório da jovem.
Abuso gravado por câmeras e omissão do hospital
Susy deu entrada na UTI após sofrer uma crise convulsiva grave. Sedada e com contenção física (mãos amarradas por protocolos de segurança médica), a jovem ficou completamente impossibilitada de reagir ou se defender.
Imagens do circuito interno de TV do hospital captaram a ação de um técnico de enfermagem que permaneceu cerca de uma hora dentro do quarto executando os abusos sexuais contra a paciente indefesa:
- Relato no leito: Antes de piorar seu estado de saúde, Susy conseguiu relatar o abuso sofrido a outra funcionária da unidade de saúde;
- Demora no aviso: O hospital afastou o técnico de enfermagem e acionou a polícia, contudo, a instituição não informou a família sobre o crime ocorrido dentro da UTI durante o período de internação;
- Descoberta no velório: Os parentes de Susy só tomaram conhecimento da violência sexual no decorrer do velório da jovem, quando foram procurados por policiais que investigavam o flagrante gravado pelas câmeras.
Extensão das investigações: Após a repercussão da prisão do técnico de enfermagem, familiares de uma idosa procuraram a Polícia Civil para relatar suspeitas de que ela também teria sido abusada pelo mesmo profissional no mesmo hospital, ampliando o inquérito policial.
Laudo do IML e indiciamento de médicos por homicídio culposo
A jovem faleceu dias após os abusos. A conclusão do laudo necroscópico emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Susy Nogueira Cavalcante morreu em decorrência de uma embolia pulmonar.
Paralelamente às apurações do crime sexual, o inquérito policial identificou falhas graves na assistência médica prestada à paciente:
- Lesão na traqueia: Os exames periciais constataram uma lesão na estrutura da traqueia da jovem, provocada durante um procedimento de intubação endotraqueal;
- Indiciamento de profissionais: A Polícia Civil indiciou médicos envolvidos no atendimento por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar), após apontar negligência e falhas na condução dos procedimentos invasivos que teriam agravado o quadro de saúde da paciente.
O técnico de enfermagem respondeu preso pelos crimes de estupro de vulnerável. A conduta do hospital e a falta de transparência com a família geraram grande comoção pública e debates nacionais sobre os protocolos de segurança e acompanhamento de pacientes em leitos de UTI em todo o país.

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