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Governo de Minas revoga licitação do Lote Noroeste após negativa do Ministério dos Transportes

Decisão ocorre após o Governo Federal recuar na delegação de trechos da BR-365 para o Estado; União alega que realizará obras via DNIT.

BELO HORIZONTE – A Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) anunciou, nesta quinta-feira (12/02), a revogação do edital de licitação do Lote Noroeste de rodovias. A medida foi tomada após o Ministério dos Transportes comunicar formalmente que não irá mais delegar ao estado de Minas Gerais os trechos federais que compunham o projeto de concessão.

A decisão da União foi oficializada por meio de um ofício que revisa o entendimento mantido nos últimos dois anos. Segundo o documento, o Ministério optou por não formalizar o convênio de delegação sob a justificativa de que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) executará diretamente obras de duplicação e adequação na BR-365, no trecho entre Patrocínio e o entroncamento com a BR-040.

Impasse logístico

Em nota, a Seinfra defendeu que a inclusão da BR-365 no projeto estadual era a “alternativa mais rápida” para solucionar gargalos históricos no Triângulo Mineiro e nas regiões Noroeste e Norte. A pasta destacou problemas críticos na via, como:

  • Interdição da ponte sobre o Rio das Velhas: Bloqueada para veículos pesados há mais de um ano.
  • Insegurança: Aumento no índice de acidentes e entraves logísticos devido à falta de investimentos estruturantes por parte do governo federal.

Próximos passos

Com a negativa do Governo Federal em aceitar a parceria proposta pelo Estado, o leilão do lote foi cancelado. A gestão estadual afirmou que irá acompanhar “de forma rigorosa” o cronograma de obras anunciado pelo Ministério dos Transportes e cobrou que as intervenções ocorram em prazos compatíveis com a urgência da região.

O governo mineiro informou ainda que o pedido de licenciamento ambiental para as obras do DNIT ainda não foi protocolado, mas colocou-se à disposição para colaborar com o processo assim que a documentação for apresentada.

Ação Principal

  • Representação no Ministério Público Federal (MPF): Os parlamentares protocolaram uma representação formal junto ao procurador Cléber Eustáquio Neves para paralisar o processo de concessão do Lote 10 (que abrange trechos das BRs 365, 146 e 251).

Pontos Questionados e Denunciados

Os deputados baseiam a ação nos seguintes argumentos contra o edital do Governo de Minas Gerais:

  1. Combate ao Sistema “Free Flow” (Pedágio sem Cancela):
    • Denunciam o sistema como uma “máquina de arrecadação” e “indústria de multas”.
    • Apontam falhas na sinalização e na tecnologia que, em outros locais, geraram bilhões em multas por evasão de pedágio.
  2. Abuso no Número de Pedágios:
    • Questionam a previsão de 11 pontos de cobrança, com uma média de um pórtico a cada 50 km.
    • Citam o impacto em cidades como João Pinheiro (dois pontos) e Buritizeiro (três pontos de cobrança ao redor).
  3. Omissão de Obras de Duplicação:
    • A ação critica o fato de a duplicação estar prevista apenas para o trecho entre Patos de Minas e Patrocínio, deixando centenas de quilômetros da BR-365 apenas com manutenção básica, apesar das altas tarifas.
  4. Suposta “Manobra Ambiental”:
    • Os deputados alegam que o Estado utilizou entraves ambientais para assumir obras que eram de responsabilidade do Governo Federal (DNIT), visando repassá-las à iniciativa privada.

Objetivo Final

O objetivo dos parlamentares com essa medida é a suspensão ou revisão completa do edital, visando impedir o que classificam como um modelo “viciado e lesivo” ao bolso do contribuinte mineiro.

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Por Jeferson Sputnik Jornalista RTP 0021471/MG

Jornalista RTP 0021471/MG Radialista Social Media Mais de 100 milhões de acessos em 2022 Assessor parlamentar Câmara dos Deputados Brasília Sangue A Positivo

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