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Tarifaço” de Trump: Saiba quais produtos brasileiros serão afetados e quais ficaram isentos da nova taxa de 25% nos EUA

Nova rodada de protecionismo norte-americano acende alerta vermelho na balança comercial do Brasil; agronegócio e setor industrial calculam impactos bilionários com sobretaxa.

Por Redação Sputnik Voz do Povo 16 de julho de 2026

O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova e agressiva rodada de tarifas alfandegárias de 25% sobre uma ampla gama de produtos importados, uma medida que promete abalar a balança comercial de diversos parceiros globais, incluindo o Brasil. O chamado “Tarifaço” do presidente Donald Trump acendeu o alerta vermelho nos setores produtivos nacionais. No entanto, após intensa articulação de bastidores, uma lista estratégica de produtos brasileiros conseguiu obter isenção e escapou da sobretaxa de um dos mercados mais cobiçados do mundo.

O impacto da medida protecionista norte-americana varia drasticamente entre os setores da economia brasileira: enquanto segmentos industriais pesados e commodities agrícolas específicas calculam prejuízos bilionários, outros respiram aliviados com as exceções concedidas de última hora pelo governo americano.

Os mais afetados: Indústria pesada e derivados na mira

A aplicação da alíquota linear de 25% deve atingir em cheio o setor manufatureiro e produtos processados de exportação do Brasil. Analistas econômicos apontam que os principais produtos prejudicados serão:

  • Siderurgia e Metalurgia: O aço e o alumínio brasileiros — que já enfrentavam barreiras históricas no mercado americano — voltam a sofrer forte pressão, reduzindo a competitividade das usinas nacionais diante dos concorrentes locais norte-americanos.
  • Autopeças e Máquinas: Componentes automotivos, motores e maquinário pesado produzidos em solo brasileiro e exportados para montadoras nos EUA devem ter seus custos de entrada inflacionados.
  • Manufaturados diversos: Calçados, couro processado e alguns produtos químicos também entram na zona de risco do novo imposto alfandegário.

O Impacto: Economistas alertam que o encarecimento forçado desses itens pode gerar uma desaceleração na produção industrial brasileira e forçar as empresas nacionais a buscarem, às pressas, novos mercados de escoamento na Europa e na Ásia.

Alívio no campo: Os isentos da nova tarifa

Por outro lado, o agronegócio brasileiro — motor da balança comercial do país — conseguiu garantir vitórias expressivas. A publicação da lista oficial de exceções confirmou a isenção da taxa de 25% para produtos essenciais que os próprios Estados Unidos não possuem capacidade de produzir o suficiente para abastecer seu mercado interno.

Ficaram de fora do tarifaço:

  • Suco de Laranja: O Brasil, maior exportador global do produto, continuará abastecendo as mesas americanas sem a sobretaxa, beneficiando diretamente os citricultores de São Paulo e Minas Gerais.
  • Café: O grão brasileiro, tanto em formato bruto (verde) quanto industrializado (solúvel), manteve o livre trânsito aduaneiro.
  • Celulose: Insumo indispensável para a indústria de papel e embalagens dos EUA, a celulose brasileira segue isenta de barreiras adicionais.
  • Carne bovina in natura: Respeitando as cotas pré-estabelecidas, as proteínas brasileiras mantiveram suas condições tarifárias anteriores.

O xadrez comercial e o bolso do consumidor

O objetivo declarado de Washington com a barreira tarifária é forçar a reindustrialização dos Estados Unidos e reduzir o déficit comercial do país. No entanto, especialistas em comércio exterior advertem que a medida pode funcionar como uma faca de dois gumes.

Ao taxar produtos importados em 25%, o governo americano pode acabar repassando o custo inflacionário diretamente para os seus próprios consumidores e indústrias locais, que dependem de insumos intermediários fabricados no Brasil para manter suas linhas de montagem ativas.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informaram que estão monitorando de perto os impactos da medida e estudam acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as barreiras que ferem os acordos internacionais de livre comércio.

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Edição e Redação: Alane Alves

Jornalista RTP 0021471/MG Radialista Social Media Mais de 100 milhões de acessos em 2022 Assessor parlamentar Câmara dos Deputados Brasília Sangue A Positivo

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