Mulheres planejam piquenique macabro para dopar e afogar homem por falsas promessas financeiras em Patos de Minas
Investigação da Polícia Civil indiciou namorada e amiga da vítima por homicídio triplamente qualificado; crime motivado por promessas de compra de fazendas foi planejado por um mês.
Por Redação Portal de Notícias 25 de junho de 2026
PATOS DE MINAS, MINAS GERAIS – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito policial que desvendou a morte de um homem de 51 anos, desaparecido desde 26 de abril de 2026 em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. As investigações apontam que a própria namorada da vítima, de 39 anos, e uma amiga dela, de 51, planejaram e executaram o homicídio por motivos patrimoniais.
O corpo da vítima foi localizado em uma área rural no dia 27 de maio de 2026. Embora o laudo pericial de DNA ainda não tenha sido finalizado, os familiares reconheceram o homem por meio de vestimentas, uma falha característica nos dentes e uma tatuagem.
O piquenique macabro e o plano de um mês
Segundo a Deam e a equipe de investigadores, a namorada planejou o assassinato após o companheiro não cumprir promessas de que compraria fazendas e veículos para ela. O plano foi traçado minuciosamente ao longo de um mês com a ajuda da amiga, que sugeriu a utilização do medicamento clonazepam para dopar o homem.
Para atrair a vítima sem levantar suspeitas, a namorada organizou um piquenique em uma área rural e o convenceu a participar de uma suposta brincadeira: uma competição de quem conseguia ingerir bebida alcoólica mais rápido. Como parte da estratégia, a criminosa orientou o companheiro a não contar sobre o encontro para nenhuma outra pessoa.
Execução à beira do córrego
No dia do crime, o homem foi levado de carro até uma área rural próxima a uma ponte. Ali, ele consumiu a bebida alcoólica adulterada com cerca de meio frasco do remédio psiquiátrico.
A dinâmica cruel do homicídio se deu em dois momentos:
- A vulnerabilidade: Sob o efeito severo do medicamento, o homem apresentou forte mal-estar e caminhou até um córrego próximo com o intuito de lavar o rosto;
- O ataque: Aproveitando-se do estado de torpor da vítima, a namorada o surpreendeu pelas costas e segurou sua cabeça debaixo d’água, provocando a morte por afogamento.
Indiciamento por homicídio qualificado
A Polícia Civil concluiu que houve uma clara divisão de tarefas entre as duas envolvidas para o sucesso da ação criminosa. Enquanto a namorada executou diretamente o afogamento, a amiga prestou suporte moral e participou ativamente de toda a fase de planejamento.
Ambas as investigadas foram indiciadas por homicídio qualificado. A polícia civil sustentou o indiciamento com base em três qualificadoras:
- Motivo torpe (pela ganância financeira);
- Meio cruel (pelo sofrimento gerado no afogamento);
- Dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima (pela emboscada do piquenique e o uso do remédio).
O inquérito policial foi totalmente relatado e encaminhado ao Fórum local, sendo colocado à disposição do Poder Judiciário para o início da ação penal.

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