Justiça reduz prazo para 24 horas e impõe multa de R$ 5 mil por dia para garantir transferência de paciente em João Pinheiro
Elisângela Ferreira Rodrigues sofre com complicações após cirurgias; mobilização envolve Justiça, deputados, imprensa e população
JOÃO PINHEIRO, MG – A batalha pela sobrevivência de Elisângela Ferreira Rodrigues ganhou novos e dramáticos capítulos nesta semana. Internada em estado gravíssimo no Hospital Municipal de João Pinheiro após complicações de uma apendicite aguda e peritonite generalizada , a paciente agora conta com uma decisão judicial favorável que exige sua transferência imediata para uma unidade de Alta Complexidade.
A Decisão Judicial e a Urgência Qualificada
Após o descumprimento de uma liminar anterior, a Justiça acolheu novos pedidos da defesa da paciente. A Juíza de Direito Ana Paula Brito Santos determinou, em decisão publicada nessa última segunda-feira (20/04), que o Estado de Minas Gerais providencie a transferência de Elisângela no prazo máximo de 24 horas.
A urgência foi reiterada devido a um fato crítico: a máquina de hemodiálise do hospital local apresentou avaria no dia 20 de abril, colocando a vida da paciente, que depende do procedimento, em risco iminente. A nova decisão também estabeleceu:
- Responsabilidade Solidária: O Município de João Pinheiro passa a responder subsidiariamente, devendo custear vaga em rede particular caso o Estado não cumpra o prazo.
- Multa Diária: Foi fixada multa de R$ 5.000,00 por dia em caso de novo descumprimento, limitada a R$ 50.000,00.
Mobilização
Além da esfera jurídica, o caso ganhou repercussão através do empenho da imprensa local “Nova FM”, vereadores e demais meios de comunicação. Jeferson Sputnik, em uma articulação direta com os deputados Weliton Prado (Federal) e Elismar Prado (Estadual), foram enviados ofícios urgentes à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
O Deputado Weliton Prado reiterou pessoalmente ao Secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, a necessidade de transferência para um leito de UTI especializado, ressaltando que Elisângela aguarda há mais de 15 dias e apresenta síndrome respiratória.
Relatos de Sofrimento: “Cada dia é um dia de tortura”
O jornalista Jeferson Sputnik buscou ouvir o esposo da paciente, Uanderson, que, visivelmente abalado e por motivo de timidez, preferiu não gravar entrevista formal. No entanto, em mensagens enviadas a amigos nesta terça-feira (21), Uanderson descreveu o cenário de dor que a família enfrenta.
De acordo com o esposo, houve uma leve melhora nos exames clínicos e os rins parecem dar sinais de retomada, o que traz uma esperança de que a diálise não seja mais necessária, embora a máquina local já tenha sido consertada. Contudo, o sofrimento físico de Elisângela é extremo.
“A gente não esquece da tortura e o sofrimento que ela está passando dia a cada dia… ela está com muita dor agora, a parte que ela sente muita dor que vai tirando a sedação. Se eu pudesse ficar no lugar dela para sentir a dor no lugar dela um pouco”, desabafou Uanderson.
O filho de Elisângela, em conversa com Sputnik, confirmou que a mãe não consegue conversar e permanece em um estado de sofrimento visível.
“Ela não conversa, só fica com a boca pouco aberta e fica se contorcendo de dor e chorando. O olhar dela é de uma pessoa que está sofrendo muito”, relatou o jovem.
Estado Atual
Elisângela permanece respirando com auxílio de traqueostomia, mas já iniciou dieta por sonda. Apesar da estabilidade em alguns exames, o quadro de infecção é grave e o corte extenso na região abdominal causa dores severas conforme a sedação é reduzida. A família e as autoridades agora aguardam que a ordem judicial de transferência seja finalmente cumprida para que ela receba o suporte de médico especialista e curativos avançados (tipo Abthera) necessários para o seu caso.
DENÚNCIA E APOIO: O caso segue sendo acompanhado de perto pela imprensa local e regional e pelos gabinetes dos deputados Prado. Qualquer alteração no quadro ou no cumprimento da vaga será informado.



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