Plantão de Polícia

Jovem é Presa com Pistola 9mm Escondida sob o Corpo na MGC-479

Durante abordagem a caminhonete em Buritis, passageira de 20 anos tenta enganar policiais com história de “achado na estrada”, mas acaba confessando posse de arma restrita.

No teatro das abordagens rodoviárias, a verdade costuma surgir nos detalhes que passam despercebidos para o olhar comum. Na tarde desta ultima quarta-feira (14/01), o quilômetro 347 da MGC-479, em Buritis/MG, foi o palco de uma cena inusitada que terminou com uma jovem de 20 anos atrás das grades e a apreensão de uma pistola de uso restrito.

O Coldre “Limpo”

Tudo começou por volta das 18h, quando a equipe da Polícia Militar Rodoviária, composta pelo Cb Moraes e o Sd Paulo Vitor, deu ordem de parada a uma caminhonete Ford F1000 vermelha. O veículo era conduzido por um homem de 39 anos e levava a jovem como passageira.

Ao solicitarem o desembarque dos ocupantes para a conferência dos itens obrigatórios, os militares notaram algo estranho exatamente onde a jovem estava sentada: um coldre de arma de fogo sobre o banco dianteiro. Ao ser questionada, a passageira ensaiou uma defesa criativa, alegando que havia acabado de encontrar o objeto caído na estrada, perto de sua residência rural.

Entretanto, a perícia visual imediata dos policiais desmentiu a versão: o coldre estava impecável, sem sujeira, desgaste de sol ou qualquer sinal de que tivesse sido exposto às intempéries do tempo, como ocorreria com um objeto perdido.

A Confissão e o Armamento Restrito

Encurralada pela lógica dos fatos, a jovem mudou o depoimento e admitiu que a arma era de sua propriedade. Ela entregou voluntariamente aos militares uma Pistola Taurus calibre 9mm, acompanhada de dois carregadores e seis cartuchos intactos.

A autora afirmou ter comprado o armamento de um desconhecido, sem possuir qualquer documento de registro ou porte que autorizasse a posse ou o transporte do equipamento. Vale ressaltar que o calibre 9mm é classificado como de uso restrito, o que agrava a tipificação do crime.

Diante da flagrante ilegalidade, a jovem de 20 anos recebeu voz de prisão.

  • Justiça: A autora foi encaminhada ilesa à Delegacia de Plantão de Buritis, onde seus direitos constitucionais foram preservados e o caso foi apresentado à autoridade policial.
  • Apreensão: Além da pistola e do coldre, os dois carregadores e as munições foram recolhidos como prova do crime.

Este episódio reforça que as operações de trânsito vão muito além de multas e documentos de veículos. Elas funcionam como um filtro essencial para interceptar o fluxo de armas ilegais que transitam pelas rotas rurais e estaduais. A tentativa da jovem de esconder a arma sob o próprio corpo e criar uma narrativa de “achado” prova que a criminalidade tenta se adaptar, mas esbarra na técnica e no tirocínio policial.

A pergunta que fica para a reflexão é: o que leva uma jovem de 20 anos, moradora da zona rural, a investir em uma pistola de uso restrito e circular armada sem qualquer amparo legal?

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Por Jeferson Sputnik Jornalista RTP 0021471/MG

Jornalista RTP 0021471/MG Radialista Social Media Mais de 100 milhões de acessos em 2022 Assessor parlamentar Câmara dos Deputados Brasília Sangue A Positivo

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