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Operação Higia faz prisões em flagrante e bloqueia R$ 5,4 milhões de policiais civis acusados de corrupção

MPMG, Corregedoria-Geral da Polícia Civil, Polícia Militar e Departamento Penitenciário deflagraram operação; policiais investigados recebiam de criminosos vantagens indevidas para não enfrentar crimes por eles praticados

A Operação Higia, deflagrada na terça-feira (28), pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, Polícia Militar de Minas Gerais e Departamento Penitenciário de Minas Gerais cumpriu 39 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão, com duas prisões em flagrante, apreedeu R$ 292 mil e bloqueou R$ 5,49 milhões de bens do alvos. Também foram apreendidas 10 armas ilegais, 537 munições de diversos calibres, 10 peças de joias, 32 celulares, nove computadores e notebooks e um veículo Range Rover.

Investigações apontaram a existência de organização criminosa voltada para a prática de crimes de corrupção passiva, ativa e de lavagem de dinheiro, mediante o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos lotados no Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc), no Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) e no Departamento Estadual Investigação Crimes de Trânsito (Deictran).

Segundo o apurado, os policiais civis investigados recebiam de criminosos, em sua maioria traficantes de drogas, vantagens indevidas para que não houvesse um efetivo enfrentamento dos crimes por eles praticados, favorecendo, assim, o exercício das suas rentáveis atividades criminosas. Os contatos entre os policiais civis e os criminosos, bem como o recolhimento do dinheiro dos traficantes e a sua entrega aos policiais, eram intermediados por um advogado, que também teve sua prisão preventiva decretada.

A operação cumpriu mandados expedidos  pelo Juízo da 2ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de Belo Horizonte, a pedido do MPMG, e aconteceu por meio da unidade Belo Horizonte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet) e da 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Belo Horizonte. Pela Polícia Militar, participam Batalhão Rotam, Batalhão de Policiamento de Choque e Companhia Independente de Policiamento com Cães da Polícia Militar de Minas Gerais, 42º Batalhão de Polícia Militar e Batalhão de Polícia de Trânsito.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente nas cidades de Belo Horizonte, Betim, Curvelo, Ribeirão das Neves e Vespasiano, em Minas Gerais. Foram cumpridas, ainda, buscas nas celas de quatro investigados, que já estavam presos em Patrocínio e Ribeirão das Neves por outros crimes.

Participaram da operação quatro promotores de Justiça de Minas Gerais, oito servidores do Ministério Público, 60 policiais civis, 99 policiais militares e 30 policiais penais.

Nesta mesma data, a Polícia Federal e a Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais deflagaram operação de natureza semelhante, mas com alvos diversos. Ambas as medidas cautelares, deferidas pelo Juízo da  2ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de Belo Horizonte e com atuação da 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Belo Horizonte, foram objeto de planejamento conjunto.

Higia

Na mitologia grega, Higia era a deusa da saúde, limpeza e sanidade, associada com a prevenção da doença e a continuação da boa saúde.

Mais informações no programa “Impacto Notícias”, a partir das 11Hrs. Acompanhe pelo link https://sputnikvozdopovo.com.br/sertafm e também pela SertaFM 101,5.

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