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Nove a cada 10 amostras sequenciadas já são da variante Delta em Minas Gerais

No estado de Minas Gerais, nove a cada 10 novos amostras sequenciadas do coronavírus SARS-CoV-2 já são da variante Delta (B.1.671.2), segundo levantamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Até o momento, a variante do vírus da covid-19 infectou 1.024 pessoas em 164 cidades e é a cepa predominante. Na capital Belo Horizonte, quase 75% das amostras avaliadas indicam a presença da cepa.

No total, nove óbitos foram confirmados. Os pacientes que morreram em decorrência da infecção causada pela variante Delta tinham entre 36 e 83 anos. Os casos fatais foram relatados nas seguintes cidades mineiras: Belo Horizonte; Contagem; Piraúba; Caratinga (2 casos); Rio Novo; Claro dos Poções; Uberaba; e Cabeceira Grande.

Segundo especialistas, o número de casos e, consequentemente, de óbitos podem ser maiores que os apurados. O pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da instituição, Renan Pedra, aponta para o problema da subnotificação.

“Enquanto a gente tiver um critério de testagem baseado em sintoma, a gente sempre vai ter uma subnotificação. Sabemos que parte da população não manifesta sintomas”, explicou o pesquisador para o jornal Hoje em Dia.

Inclusive, em sua análise, a Delta ainda pode se tornar a única variante em circulação no estado. “É algo esperado até, eventualmente, outra variante surgir. As fronteiras estão cada vez mais abertas. Então, tem a chance de alguém trazer outra cepa”, comentou Pedra.

Impacto da variante Delta em Minas

Considerada mais transmissível e infecciosa do que as outras variantes, a Delta não impactou de forma negativa os indicadores da pandemia em Minas. Segundo as autoridades de saúde, os números de casos e óbitos da covid-19 seguem em queda. A ocupação dos leitos de UTI do coronavírus está em 23%.

“O que tem de hipótese, no momento, é o fato de que nós tivemos muitos casos da Gama [variante P.1, descoberta na cidade de Manaus]. E em outros países que estavam com a vacinação avançada e mesmo assim tiveram surtos, a variante forte [anterior] foi a Alfa [a B.1.1.7, do Reino Unido]. Então, realmente parece que uma infecção prévia com a Gama, atrelada à vacinação, criou uma imunidade que auxiliou e fez com que a Delta não chegasse e mudasse o cenário”, ponderou o pesquisador.

De acordo com os dados do consórcio nacional de veículos da imprensa, 50,18% da população de Minas está com o esquema vacinal completo — duas doses ou imunizante de dose única. No total, 73,74% das pessoas do estado já iniciaram o processe de imunização.

“A vacinação é importantíssima. Temos números que mostram que, hoje, a maioria das pessoas que morrem em Minas não completaram o esquema vacinal. Inclusive, [isso ocorre] em idades que já deveriam estar protegidas. É claro que os indicadores estão caindo, mas muitas famílias ainda estão enterrando seus entes”, completou.

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