Unaí: 1º fim de semana de onda amarela tem aglomerações e muitas festas

Fiscais que atuaram durante o trabalho de verificação das medidas de combate à pandemia disseram que cenário parecia de “vida voltando ao normal”

O primeiro fim de semana da onda amarela em Unaí, no Noroeste de Minas, teve um saldo considerado “amargo” pela prefeitura da cidade. Três festas em chácaras foram encerradas, um bar foi fechado antes do horário máximo, e centenas de pessoas foram flagradas em praças, –

contrariando as regras municipais de combate à pandemia de COVID-19.

O boletim divulgado nessa última segunda-feira (19/7) aponta que Unaí tem 11.584 casos confirmados de COVID-19. Novas confirmações não puderam ser lançadas no sistema devido a uma falha na plataforma. Até agora 209 pessoas morreram na cidade. “Parece que a vida voltou ao normal, que o coronavírus acabou”, disse um dos fiscais que atuam na apuração de denúncias. O nome não será divulgado por razões de segurança.  Festas em chácara estão proibidas por decretos municipais. Mesmo com o anúncio da onda amarela, na sexta-feira, nenhuma regra mudou. Mas, no fim de semana, ao menos três eventos foram fechados. 

Um deles, o maior flagrado no fim de semana, reuniu mais de 100 pessoas nas proximidades do Espaço Kalahary. Havia até lista de nomes na entrada. “Ficamos assustados, porque os organizadores sabiam que estão proibidos eventos dessa natureza”, conta a equipe de fiscalização. 
A segunda festa aconteceu em um espaço alugado como “dormitório” para funcionários de uma empresa, no bairro Água Branca. Aproximadamente 40 pessoas estavam aglomeradas. O organizador foi identificado, e disse que “não sabia que festas não poderiam ser feitas”.

A terceira festa acontecia na região do Tamboril. Quando a fiscalização chegou o evento estava sendo finalizado. O responsável foi identificado

Bar fechado antes da hora

As equipes também fiscalizaram bares da região central. “Os donos dos estabelecimentos tem consciência das regras, e até tentam cobrar isso dos clientes, mas muitos não entendem isso”, disse um dos fiscais. 

Por isso, um bar da rua Nossa Senhora do Carmo teve que ser fechado antes do horário máximo permitido (que é 23h). “O dono perdeu o controle sobre o movimento, ele mesmo admitiu e concordou em fechar”, explicou a prefeitura. A música ao vivo nesse bar começou à tarde, por volta das 16h, com o objetivo de encerrar mais cedo, porém o movimento foi tão grande que ficou impossível controlar. 

Fiscalizações também aconteceram nas praças do Novo Horizonte e Mamoeiro. Mas, por serem espaços públicos, ficou difícil dispersar as pessoas.

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Conteúdo da Editora de Jornal Diário Sputnik Voz do Povo

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