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Por EUA, Brasil se torna possivel alvo de ataques terroristas

A Guarda Revolucionária Iraniana afirmou na madrugada desta quarta-feira, 8, horario do Irã, em seu canal no Telegram que atacará as cidades de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Haifa, em Israel, caso o Irã seja bombardeado.

Mais cedo, o grupo também afirmou revidar diretamente dentro do território dos Estados Unidos se houver respostas ao ataque realizado nesta quarta a duas bases que abrigam tropas norte-americanas no Iraque.

O irã afirma retaliação aos paises que se posicionarem ao lado dos Estados Unidos e Brasil fica em situação delicada. Guarda Revolucionária Iraniana deu as declarações em seu grupo no Telegram.

A mensagem afirma que “o Pentágono relata que os EUA responderão aos ataques do Irã” e que “desta vez a resposta será na América”.

Uma fonte declarou para a CNN que a segurança em volta da Casa Branca foi reforçada após as tensões recentes com o Irã. Um funcionário do Serviço Secreto dos EUA se recusou a comentar ao site, transmitindo um comunicado divulgado pela agência, dizendo que “avalia continuamente o ambiente de ameaças que envolve todos os protegidos”.

Militares brasileiros temem pressão dos EUA por envio de tropas contra o Irã.

Passo costuma ocorrer nas coalizões formadas para combater o terrorismo e seus financiadores

O Brasil rompeu com uma imagem de décadas de neutralidade nas questões geopolíticas internacionais e deu apoio imediato à ação dos Estados Unidos (EUA) que matou o general iraniano Qassem Soleimani, num ataque com mísseis dia 2, no Iraque. O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, elogiou os EUA na luta “contra o flagelo do terrorismo”. O presidente Jair Bolsonaro disse que a vida pregressa de Soleimani “era voltada em grande parte para o terrorismo” e a posição do Brasil é se aliar a qualquer país do mundo no combate ao terror.

Brasil põe em risco R$ 9,1 bilhões em exportações ao Irã

Exportações brasileiras cresceram R$ 3,3 bilhões nos últimos cinco anos, segundo dados do Ministério da Economia


Com a indicação de apoio aos Estados Unidos na guerra contra o Irã, o Brasil pode perder um mercado de R$ 9,1 bilhões, com base no valor das exportações brasileiras em 2018 ao país persa, segundo dados do Ministério da Economia.

O Irã pediu explicações formais aos brasileiros sobre o posicionamento do país frente à escalada dos conflitos no Oriente Médio.

Na sexta-feira (03/01/2020), um dia após a morte do general iraniano Qassem Suleimani em ataque aéreo dos EUA, o Brasil “manifestou apoio à luta contra o flagelo do terrorismo”, em conformidade com os norte-americanos.

Procurado, o Ministério da Economia, chefiado por Paulo Guedes, não se pronunciou sobre o assunto.

Mercado Brasil x Irã
As exportações brasileiras ao Irã cresceram US$ 820 milhões (R$ 3,3 bilhões na cotação atual) nos últimos cinco anos. O número, calculado entre 2013 e 2018, equivale a alta de 57% no período.

Só em 2018, último ano analisado, o Brasil exportou pouco mais de US$ 2,26 bilhões (R$ 9,1 bilhões) ao país asiático.

Com 0,94% de participação nas exportações nacionais, o valor faz do Irã o 23º no ranking dos países que mais importam produtos brasileiros.

Em contrapartida, o Irã exportou para o Brasil um valor muito menor. Em 2018, foram apenas US$ 39,9 milhões.

Assim, a balança comercial com o Irã fecha com saldo pesadamente positivo aos brasileiros. O país latino-americano fechou o último ano analisado com superávit de US$ 2,2 bilhões.

Produtos
O principal produto exportado ao Irã é o milho. O grão representou 46% do total, com base em dados de 2018. Nos primeiros 11 meses do ano passado, o domínio do produto prevaleceu.

Em seguida, aparecem: soja, com 24% de participação; carne bovina, com 14%; farelo e resíduos da extração de óleo de soja, com 9,3%; e chassis e carrocerias para veículos, com 3,1%.

Pelo lado das importações, os produtos variaram drasticamente no período de um ano. Se em 2018, lideraram semimanifaturados de ferro ou aços, com 86%; em 2019, ureia teve 97%.

Outro lado

Questionado o Ministério da Economia se o Brasil corre riscos de prejudicar a relação comercial com Irã após indicar apoio aos Estados Unidos. A pasta disse, porém, que não vai se manifestar sobre o assunto.

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