Homem de 61 anos é preso por tentar matar a própria filha de 13 anos em Belo Horizonte
Pai esganou a adolescente até ficar desacordada e provocou fratura no nariz da vítima; prisão preventiva foi cumprida em Sabará pela Polícia Civil.
Por Redação Sputnik Voz do Povo 20 de outubro de 2026
BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente, na última quinta-feira (16), um homem de 61 anos investigado por tentativa de feminicídio contra a própria filha, uma adolescente de 13 anos. O crime ocorreu na região Norte de Belo Horizonte, e a captura do suspeito foi efetuada no município de Sabará, na Região Metropolitana.
A ação tática conjunta envolveu equipes da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) de Venda Nova e Barreiro, com o suporte de policiais da 3ª Delegacia de Sabará.
Violência extrema e fratura no nariz
As apurações tiveram início no dia 8 de outubro, quando a vítima e sua mãe compareceram à Depca para denunciar o crime ocorrido no dia anterior e solicitar medidas protetivas de urgência:
- Gravidade dos Fatos: A mãe relatou que o investigado enforcou a filha a ponto de a jovem perder a consciência e urinar de dor, sendo a agressão cessada apenas após a intervenção de uma tia da vítima;
- Necessidade de Cirurgia: A delegada responsável pelo inquérito, Letícia Müller, confirmou que a adolescente sofreu uma fratura no nariz decorrente das agressões e precisará passar por procedimento cirúrgico;
- Histórico de Agressividade: Em depoimento, a mãe revelou que o ex-companheiro sempre apresentou comportamento agressivo e que a família vinha enfrentando uma escalada de violência.
Silêncio e procedimentos judiciais
Logo após o crime, o suspeito fugiu do local e permaneceu oculto até a localização pelas equipes policiais. Ao ser conduzido e interrogado na delegacia, o homem optou por permanecer em silêncio.
Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. A PCMG prossegue com as oitivas de testemunhas para a conclusão do inquérito policial.

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