Jovem de 18 anos é indiciado por feminicídio após matar mulher que negou beijo em Campos Altos
Vítima de 38 anos foi golpeada 15 vezes com um canivete na frente do filho; Polícia Civil concluiu inquérito e indiciou o autor também por importunação sexual.
CAMPOS ALTOS – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) finalizou o inquérito sobre o assassinato de uma mulher de 38 anos, ocorrido no último dia 23 de fevereiro, no bairro Camposaltinho. As investigações confirmaram que o crime foi um feminicídio motivado pela recusa da vítima em beijar o agressor.
O Crime e a Motivação
Segundo a PCMG, o investigado, um jovem de 18 anos natural de Uberlândia, foi até a residência da vítima. Durante uma conversa, ele tentou beijá-la à força. Diante da negativa e do esquivo da mulher, o homem sacou um canivete e desferiu cerca de 15 golpes contra ela.
O ataque foi realizado sem qualquer hesitação, mesmo com a presença do filho da vítima no local. Após o crime, o autor fugiu, e a mulher, apesar de ter sido socorrida, não resistiu à gravidade das perfurações.
Prisão e Provas
O suspeito foi localizado e preso em flagrante horas após o crime no bairro Juca Franco. Na ocasião, a polícia apreendeu a arma utilizada no assassinato. Elementos cruciais para o indiciamento incluíram:
- Câmeras de Segurança: Imagens de monitoramento próximas à casa da vítima ajudaram a identificar o trajeto e a autoria.
- Confissão e Dinâmica: A investigação detalhou que o autor residia em Campos Altos há apenas oito meses.
Conclusão do Inquérito
O jovem foi indiciado pelos crimes de:
- Feminicídio (homicídio qualificado por razões da condição de sexo feminino);
- Importunação sexual.
O procedimento policial foi enviado ao Ministério Público para o oferecimento da denúncia à Justiça.
Nota do Jornalista Jeferson Sputnik: “É um caso que revolta pela covardia. Uma mulher perde a vida dentro de sua própria casa porque exerceu o direito de dizer ‘não’. O fato de ter sido na frente do filho torna tudo ainda mais cruel. Que a justiça seja feita com o rigor que a Lei Maria da Penha e o Código Penal exigem.”

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