Homem é preso em Brasilândia de Minas por coação a testemunhas de ação policial com óbito
Polícia Militar efetuou a prisão após denúncias de intimidação via WhatsApp; por outro lado, advogado da família da vítima acusa militares de reter celulares de testemunhas contrárias
BRASILÂNDIA DE MINAS, MG – Desdobramentos de uma ocorrência de grande repercussão que terminou com a morte de um motociclista no último domingo resultaram na prisão de um jovem de 21 anos. A prisão ocorreu após denúncias de coação no curso do processo, crime tipificado no Artigo 344 do Código Penal Brasileiro.
A Versão da Polícia Militar A Polícia Militar informou que foi acionada por pessoas que figuram como testemunhas do caso de domingo — ocasião em que um indivíduo em fuga com uma motocicleta foi baleado e morto por militares sob a justificativa de que ele colocava em risco a vida de terceiros.
De acordo com a PM, o jovem de 21 anos começou a enviar mensagens em tom intimidador via aplicativo WhatsApp para essas testemunhas, cujos relatos seriam favoráveis aos argumentos apresentados pelos policiais sobre o ocorrido.
Ainda segundo a corporação, as equipes fizeram um contato inicial com o indivíduo, orientando-o explicitamente a não manter contato com as testemunhas, sob pena de crime. Como as mensagens e ameaças persistiram mesmo após a advertência, os militares efetuaram a prisão do autor em flagrante e apreenderam o seu aparelho celular.
A Versão da Defesa da Família O caso, no entanto, ganhou novos contornos e gerou forte debate nas redes sociais. O advogado da família do motociclista que veio a óbito, Dr. Walisson, manifestou-se publicamente fazendo duras queixas contra a atuação das equipes policiais no município.
Segundo o defensor, os militares estariam, na verdade, recolhendo e tomando os aparelhos celulares de pessoas que testemunharam o fato de forma contrária à versão oficial apresentada pela Polícia Militar.
Próximos Passos O jovem preso e o celular apreendido pela PM foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil, que ficará responsável por analisar o teor das mensagens do aplicativo e conduzir o inquérito. A Corregedoria e as autoridades competentes devem acompanhar os desdobramentos para apurar tanto a denúncia de coação quanto as reclamações formalizadas pela defesa da família da vítima.
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