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Operação Cuprum: PCMG Asfixia “Máfia do Cobre” e Bloqueia R$ 34 Milhões na Grande BH

Segunda fase da investigação mira donos de ferros-velhos e galpões que financiavam furtos de cabos; 13 veículos foram apreendidos e contas bancárias bloqueadas.

CONTAGEM/BETIM – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deu um passo decisivo para interromper o caos gerado pelos furtos de cabos de telefonia e energia elétrica. Nesta ultima quarta-feira (11/02), a segunda fase da Operação Cuprum desarticulou o elo econômico de uma organização criminosa que movimentou cifras milionárias às custas da interrupção de serviços essenciais para a população. A ação ocorreu em Contagem, Betim e na capital mineira.

O Motor Econômico do Crime

A estratégia da PCMG mudou o foco: em vez de perseguir apenas quem corta os fios nos postes, a investigação mirou quem financia e estrutura o crime. Ao todo, dez pessoas, com idades entre 30 e 59 anos — a maioria proprietários de ferros-velhos e galpões de reciclagem — são os alvos principais desta etapa.+1

Segundo o delegado regional em Contagem, César Duarte Matoso, atingir o receptador é a única forma de enfraquecer estruturalmente essa prática delitiva, pois retira o incentivo financeiro de quem executa os furtos.

Números que Impressionam

A investigação, iniciada em julho de 2023, revelou uma rede complexa que contou com o monitoramento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Os dados são alarmantes:

  • Movimentação Financeira: O esquema movimentou cerca de R$ 34 milhões em apenas dois anos.
  • Bloqueios Judiciais: A Justiça determinou o congelamento desses valores em contas bancárias dos investigados.
  • Patrimônio Constrito: Foram bloqueados 13 veículos (carros de passeio e caminhões).
  • Medidas Cautelares: Além das prisões, os envolvidos foram proibidos de exercer atividades econômicas e de se afastarem do município.

Apreensões e Prisões

Durante o cumprimento de oito mandados de busca, os 32 policiais civis empenhados localizaram materiais metálicos ilícitos, joias, cadernos de anotações e munições calibre 32. Duas prisões em flagrante foram efetuadas: uma por posse ilegal de munição e outra por receptação qualificada dentro de um galpão.+1

O nome da operação, Cuprum, é uma referência ao termo em latim para o metal cobre, o principal alvo dos criminosos devido ao seu alto valor de revenda.

Reflexão

O furto de cabos não é um crime “sem vítimas”. Quando um bairro fica sem internet ou um hospital tem o fornecimento de energia comprometido, toda a sociedade paga o pato. A Operação Cuprum mostra que a polícia está seguindo o caminho do dinheiro para garantir que o crime não compense.

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Por Jeferson Sputnik Jornalista RTP 0021471/MG

Jornalista RTP 0021471/MG Radialista Social Media Mais de 100 milhões de acessos em 2022 Assessor parlamentar Câmara dos Deputados Brasília Sangue A Positivo

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