Emboscada e Violência: Homem Tenta Matar Ex-Companheira a Facadas em Brasilândia de Minas
Vítima de 30 anos foi atraída sob o pretexto de buscar o filho; agressão no pescoço e braço só parou após intervenção de vizinho e da própria mãe do autor.
Por: Jeferson Sputnik / Sputnik Voz do Povo
BRASILÂNDIA DE MINAS – O que deveria ser um momento de rotina para o cuidado com os filhos transformou-se em uma cena de terror na Rua Antônio Farago Peixoto, no bairro Bela Vista. Na última sexta-feira (30/01), Miria Nogueira Gomes sobreviveu por pouco a uma tentativa de feminicídio articulada por seu ex-companheiro, Eliandro Ribeiro Souza. O crime, marcado pela premeditação, acende mais uma vez o alerta sobre a violência doméstica na região.
A Cilada sob Pretexto Familiar
A violência ocorreu no momento em que a vítima tentava deixar os filhos com o pai. Segundo o relato de Miria à Polícia Militar, ela já havia saído do local quando foi convencida por Eliandro a retornar à residência, sob a alegação de que ela precisava buscar uma das crianças.
Era uma armadilha. Assim que entrou na casa, Miria foi atacada por Eliandro com uma faca. O agressor desferiu golpes que atingiram o pescoço e o braço da vítima. Por centímetros, o ataque não atingiu artérias vitais, o que poderia ter resultado em um desfecho fatal ainda no local.
Intervenção e Fuga
A agressão brutal só foi interrompida graças à coragem de um vizinho e à intervenção da própria mãe do agressor, que agiram para conter Eliandro e permitir que a vítima conseguisse escapar. Miria buscou socorro médico imediato e, apesar da gravidade do susto e das marcas da violência, as lesões foram constatadas como leves pelas equipes de saúde.
Após o crime, Eliandro Ribeiro Souza fugiu do local utilizando um veículo Fiat Idea de cor verde (placa JGZ-8F05).
Cerco Policial na Região
Desde o momento em que a denúncia chegou ao quartel, equipes da Polícia Militar de Brasilândia de Minas e João Pinheiro iniciaram um intenso rastreamento por estradas rurais e perímetros urbanos. Até o fechamento desta edição, o autor permanece foragido. A polícia conta com o apoio da população para identificar o paradeiro do veículo ou do suspeito.
Reflexão
O uso dos filhos como isca para atrair uma mulher para a morte é a face mais perversa da posse e do machismo. Quando vizinhos e familiares intervêm, vidas são salvas, mas o trauma e a insegurança permanecem até que o culpado esteja atrás das grades.
Você acredita que as medidas protetivas atuais são suficientes para impedir ataques premeditados como este, ou precisamos de uma vigilância comunitária mais ativa em nossos bairros?

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