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A Dieta do Perigo: Operação “Dose Clandestina” Desmascara Venda Ilegal de Canetas Emagrecedoras

Polícia Civil prende homem que liderava esquema de comercialização de fármacos controlados e anabolizantes sem registro na Anvisa em bairros nobres de Belo Horizonte.

No mercado paralelo da vaidade, o preço de um corpo perfeito pode ser a própria vida. Na manhã desta segunda-feira (12/01), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) revelou os detalhes da operação Dose Clandestina, uma ofensiva que mirou o coração de um esquema sofisticado de venda de medicamentos controlados. O que parecia ser uma rede de distribuição comum escondia, na verdade, um rastro de fraudes, contrabando e um risco sanitário silencioso que batia à porta de consumidores na capital mineira.

As diligências, concentradas nos bairros Vista Alegre e Cidade Nova, resultaram na prisão de um homem de 31 anos. Ele é o pivô de uma investigação que une o estelionato à saúde pública. Segundo a 1ª Delegacia de Polícia Civil Leste, o suspeito não apenas vendia os produtos; ele os obtinha de forma fraudulenta para, em seguida, abastecer um mercado clandestino de alta demanda.

O foco do criminoso eram as cobiçadas “canetas emagrecedoras” e substâncias anabolizantes. Esses medicamentos, que deveriam ser vendidos sob rigorosa prescrição médica e controle farmacêutico, eram comercializados à margem da lei, sem qualquer garantia de procedência ou armazenamento adequado.

O Risco Invisível na Dose

O desenvolvimento das investigações trouxe à tona um dado alarmante: parte do estoque apreendido não possuía registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Eram substâncias introduzidas irregularmente no país, transformando o sonho da perda de peso em uma roleta russa química.

Sem o selo da Anvisa e sem a fiscalização sanitária, o consumidor fica exposto a produtos que podem ser falsificados, estar fora do prazo de validade ou conter substâncias tóxicas não declaradas no rótulo. A Polícia Civil agora trabalha para mapear a rede de distribuição: quem fornecia essas doses e, principalmente, quem eram os compradores que financiavam esse ciclo perigoso.

A operação Dose Clandestina encerra uma etapa importante, mas abre um alerta necessário para toda a sociedade. Em uma era de influenciadores e pressões estéticas, o atalho oferecido pelo mercado ilegal pode ser um caminho sem volta para hospitais e necrotérios.

O investigado segue à disposição do Poder Judiciário, enquanto a PCMG tenta identificar outros tentáculos dessa rede. Fica a reflexão: vale a pena arriscar a integridade do seu organismo em nome de uma promessa vendida em esquinas escuras ou grupos de mensagens sem rosto? A saúde não aceita doses clandestinas.

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Por Jeferson Sputnik Jornalista RTP 0021471/MG

Jornalista RTP 0021471/MG Radialista Social Media Mais de 100 milhões de acessos em 2022 Assessor parlamentar Câmara dos Deputados Brasília Sangue A Positivo

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