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Sobe para 73 número de detentos contaminados no Presídio de João Pinheiro

Obs: Números de detentos atualizados as 19h, anteriormente havia dois casos

Boletim Epidemiológico — Secretaria Municipal de Saúde de João Pinheiro-MG

Número total notificações – 1383

Casos com sindrome gripal monitorados – 360

João Pinheiro soma 478 casos suspeitos

Aguardando resultados – 05

Caso descartados – 286

Pacientes Institucionalizados / Detentos do presídio de João Pinheiro – 73

Total de casos positivos registrados no município – 259

Casos confirmados de pinheirenses – 181

Caso confirmado paciente residente em outros municípios atendido em João Pinheiro – 05

Casos confirmado paciente residente em João Pinheiro tratado e recuperado – 137

Total de casos recuperados – 139

Óbito em investigação – 00

Óbitos descartados – 02

Óbitos confirmados – 01

Óbitos de viajantes atendidos em João Pinheiro – 01

Pela manhã a in desta terça-feira (28) a informação era de dois contaminados…

Familiares de detentos procuraram a equipe de reportagem do Sputnik Voz do Povo, onde preocupados com o estado de saúde de parentes que estão sob custódia no presídio de João Pinheiro I, nos informaram que havia rumores de um detendo da cela 07, estaria com Covid-19, e que nenhuma informação até aquele momento havia sido passada para as famílias.

Diante da preocupação dos familiares, nossa equipe de reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que nos respondeu com as seguintes informações:

“A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen MG), informa que, até às 10h desta terça-feira (28/7), 2 pessoas que estão sob custódia do sistema prisional no Presídio de João Pinheiro I, antigo Presídio de João Pinheiro, estão com diagnóstico positivo para a covid-19.

Eles estão cumprindo período de quarentena dentro da unidade prisional acompanhados pelas equipes de saúde da unidade e apresentam sintomas leves da doença. As alas em que se encontram foram isoladas, desinfectadas e todos servidores e demais detentos do local usam máscaras de forma preventiva.

Informamos ainda as principais ações que estão sendo realizadas para prevenir e controlar a disseminação do coronavírus nas unidades prisionais de Minas Gerais, que também se aplicam ao Presídio de João Pinheiro I:

Unidades portas de entrada: Foi adotado um modelo pioneiro no país de circulação restrita de detentos no período de pandemia, classificado como referência pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Para evitar a contaminação por novos presos, foram criadas 30 unidades de referência, distribuídas em todo o território mineiro, que funcionam como centros de triagem e portas de entrada para novos custodiados do sistema prisional.

Todas as pessoas presas em Minas Gerais estão sendo encaminhadas para uma unidade específica em cada região e ficam, pelo menos, 15 dias, em quarentena e observação, evitando possível contágio caso fossem encaminhadas de imediato para outras unidades. Após a observação e atestada a sua saúde, são encaminhadas para as demais unidades prisionais do Estado.

Suspensão das visitas: Para evitar a disseminação do vírus por meio de contato com o público externo, as visitas foram suspensas, para diminuir a circulação de pessoas externas, assim como a entrega, até então opcional, de kits suplementares contendo alimentos, remédios entre outros itens, para evitar a circulação de materiais contaminados. Destaca-se que esses itens continuam sendo fornecidos pelas unidades prisionais e recebidos, ainda, via Correios. Todos os kits enviados por meio postal são inspecionados, por questões de segurança, e estando em conformidade com a legislação, são entregues aos presos.

Cuidados com quem já está preso: No caso de presos que já se encontram no sistema prisional, caso apresentem sintomas da covid-19, o protocolo é o seguinte: isolamento imediato, realização de exames e, em caso de confirmação, tratamento segundo protocolo da área da Saúde. Em todas as unidades em que há presos com covid-19 confirmados, a desinfecção do ambiente também é imediata e todos os demais detentos passam a usar máscaras, de forma preventiva.

Evitar o contágio via profissionais de segurança: Imprescindíveis para a segurança das unidades, os profissionais estão com as escalas de trabalho dilatadas, de forma a diminuir a circulação desses servidores intra e extramuros.

Evitar a circulação de presos para realização de audiências: Foram instalados equipamentos para a realização de videoconferências judiciais em todas as unidades prisionais que estão, aos poucos, se adaptando para uso dessa ferramenta. Com isso, evita-se o deslocamento da maioria dos presos para o ambiente extramuros e diminui-se o risco de contágio pelo coronavírus. Já foram realizadas mais de 3 mil videoconferências judiciais neste período de pandemia – uma parceria com o Poder judiciário que deve se estender no período pós pandemia por resultar em ganhos positivos para todos os atores envolvidos.

Contato com as famílias: Com a suspensão das visitas, necessária para contenção do vírus, os familiares podem ter contato com seus parentes de três formas: por meio de cartas (ação prevista para todas as unidades e com média de 35 mil recebimentos por semana), ligações telefônicas (cujo número é diferente em cada unidade e deve ser fornecido pelo presídio ou penitenciária; a média semanal é de 15 mil ligações realizadas) ou videoconferências nas unidades em que essa tecnologia já está disponível. Mais de 63% das unidades prisionais já realizam visitas familiares por videoconferência.

Limpeza geral e desinfecção de ambientes: As áreas estruturais como celas, pátios, áreas administrativas e técnicas, portarias, guaritas e, também, veículos estão passando por higienização reforçada, semanal, durante a pandemia. A ação é simultânea e sempre as terças-feiras em todas as 194 unidades do Estado.

Máscaras e EPIs: O sistema prisional está produzindo máscaras para uso nas próprias unidades e segurança de todos. No interior das unidades prisionais já foram produzidas 3 milhões de máscaras por custodiados. Todos os servidores são obrigados a circular no interior das unidades de EPIs e, a eles, este material é fornecido sistematicamente. Os presos também utilizam máscaras quando estão com algum sintoma suspeito ou quando pertencem a alas ou pavilhões onde outro detento foi testado positivo para a doença.” Informou Ascom/Sejusp

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