Justiça

Presidência do STF afirma que tomará medidas cabíveis após revelação de mensagens de ex-banqueiro

Edson Fachin declarou que o cargo não confere privilégios e que atuará sem precipitação diante das revelações envolvendo o Banco Master e ministros da Corte.

Por Redação Sputnik Voz do Povo 2 de setembro de 2026

BRASÍLIA, DF – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, manifestou-se publicamente nesta quarta-feira (2) sobre os desdobramentos da investigação que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes da Corte. Em pronunciamento oficial, o magistrado afirmou que nos próximos dias anunciará, “no tempo devido e sem precipitação”, as medidas institucionais cabíveis e necessárias para o caso.

O posicionamento ocorre após a divulgação do teor de mensagens obtidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias no Banco Master.

Deveres institucionais e limites do cargo

Durante a abertura de um evento acadêmico na sede do Tribunal, o presidente do STF enfatizou a responsabilidade e os limites éticos inerentes à função pública praticada no Judiciário:

“A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao Supremo Tribunal Federal”, afirmou o ministro Fachin.

Mesmo sem citar nominalmente os ministros atingidos pelas revelações ou o nome da instituição financeira, o presidente do Supremo ressaltou que os indícios levantados demandam o devido encaminhamento institucional para a preservação da credibilidade do Judiciário.

Contexto das apurações e manifestação da PGR

A crise teve início com a retirada do sigilo do relatório policial sobre as mensagens encontradas no celular do ex-proprietário do Banco Master. Nos registros, há tratativas e pedidos de reuniões com magistrados e autoridades públicas ocorridos às vésperas de operações policiais e da decretação de prisões.

Os desdobramentos envolvem ainda o âmbito processual da Corte:

  • Posição da PGR: O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a invalidade da condução direta de apurações pela PF sobre membros da Corte sem a prévia e expressa autorização do plenário do STF;
  • Encaminhamento Regimental: Caberá à Presidência do Tribunal definir a pauta e o formato do julgamento sobre a abertura de inquéritos ou a validade das provas colhidas;
  • Reunião de Ministros: O Plenário do STF mantém a realização de sessões ordinárias enquanto as decisões administrativas são analisadas pelo gabinete da Presidência.

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Edição e Redação: Alane Alves

Jornalista RTP 0021471/MG Radialista Social Media Mais de 100 milhões de acessos em 2022 Assessor parlamentar Câmara dos Deputados Brasília Sangue A Positivo

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