Paciente Denuncia Falta de Atendimento na UPA de João Pinheiro, e Médica Acusa Falta de Respeito
Um vídeo de um usuário da saúde pública de João Pinheiro gerou polêmica na última quarta-feira. A denúncia, recebida pelo Sputnik Voz do Povo, relata que um homem e sua mãe teriam aguardado por cerca de uma hora na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h na madrugada de quarta-feira (27), e que a médica plantonista não estaria na unidade. A situação levanta um debate sobre o respeito aos profissionais da saúde e o atendimento de urgência.
A Versão da Direção da UPA e da Médica
Após receber a denúncia, o Sputnik Voz do Povo entrou em contato com a direção da UPA, que se manifestou sobre o assunto e conversou com a médica. A profissional, que preferiu não ser identificada, negou as acusações, afirmando que estava na unidade e que o atendimento foi realizado. Segundo ela, a mãe e o filho saíram “satisfeitos” e sem demonstrar insatisfação. A direção da UPA informou que encontrou a ficha de atendimento e que solicitou um esclarecimento por escrito da médica.
A médica, em resposta à direção, alegou que situações como essa têm ocorrido com “muita recorrência”, não apenas com médicos, mas com “todos os profissionais da saúde”. Ela relatou que o “pessoal não tem mais respeito”, que gritam e “dão show”, e que todos os profissionais já estão “esgotados”. A profissional também explicou que, no momento em que o vídeo foi feito, ela estava com um paciente grave no box de emergência, além de um paciente infartado e outro com fratura na coluna, em uma enfermaria lotada.
Ela lamentou o ocorrido, afirmando que a mãe do rapaz que fez o vídeo estava com os sinais vitais estáveis e sem risco de morte, e que “poderia sim aguardar tranquilamente o tempo que foi aguardado”. A direção afirmou que o atendimento foi feito dentro do tempo da classificação de risco e salientou que os profissionais que tiverem sua honra e moral feridas por calúnias e difamações buscarão reparação legal na justiça.
Cenário de Tensão e Apelo por Segurança
O Sputnik Voz do Povo também conversou com outros profissionais de saúde da cidade, que confirmaram um cenário de tensão. Eles afirmam que colegas estão deixando de trabalhar em João Pinheiro devido à dificuldade de atuar em paz. Os profissionais alegam que sofrem perseguição, ameaças e até violência no município.
O caso levanta uma importante discussão: as unidades de segurança precisam oferecer proteção tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde. Afinal, como garantir que a população seja atendida com qualidade e que os profissionais possam trabalhar em um ambiente seguro e respeitoso?
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