Operação na MG-400 termina com apreensão de arma e carne de animal silvestre em Buritis
Fiscalização itinerante em veículo levou policiais a fazenda em Goiaminas; proprietário de 63 anos foi preso por posse ilegal de arma e caça predatória.
BURITIS – Uma fiscalização de rotina realizada pela Polícia Militar no KM 42 da rodovia MG-400, na tarde deste ultimo domingo (15/03), resultou na prisão de um homem de 63 anos e na apreensão de uma espingarda de grosso calibre. A ocorrência teve início após a abordagem de um Fiat Uno que transportava carne de animal silvestre abatido a tiros.
A Abordagem
Durante operação itinerante, os militares abordaram o veículo conduzido por um homem de 40 anos que viajava com a família. Ao vistoriarem o porta-malas, a equipe localizou:
- Carne silvestre: Parte de um animal da fauna silvestre acondicionado em uma caixa de isopor.
- Provas do abate: A análise da carne revelou um projétil de arma de fogo afixado, indicando o abate por tiro.
O condutor alegou que havia ganhado o material de seu cunhado, dono de uma fazenda em Goiaminas, acreditando tratar-se de carne de porco.
Diligência e Confissão
A equipe policial deslocou-se até a referida fazenda, onde o proprietário de 63 anos confirmou ter doado a carne e admitiu o abate. Ele entregou voluntariamente aos militares:
- 01 Espingarda cartucheira marca Boito, calibre 12.
- 09 Cartuchos calibre 12 (08 intactos e 01 deflagrado).
O fazendeiro afirmou que possuía o armamento para proteção da propriedade, porém confessou não possuir registro ou autorização legal para a posse da arma.
Desfecho
O autor de 63 anos foi preso em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e matar/caçar animais da fauna silvestre. Após passar por atendimento médico na UPA de Buritis, ele foi apresentado à delegacia de plantão juntamente com os materiais apreendidos para as providências de polícia judiciária.
Nota do Jornalista Jeferson Sputnik: “A caça de animais silvestres é um crime que atenta contra a nossa biodiversidade, e a posse de armas sem o devido registro legal, mesmo sob o argumento de defesa, gera graves consequências jurídicas. A perspicácia da equipe da VP 35198 ao notar o projétil na carne foi o diferencial para o sucesso desta ocorrência.”

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