Últimas notícias

Escândalo em Uberaba: Polícia Civil Indicia Vereador e Empresários por Rombo de R$ 1,16 Milhão

Esquema envolvia desvio de salários de assessores “fantasmas” para pagar financiamento de campanha; inquérito de 13 mil páginas detalha organização criminosa e lavagem de dinheiro.

UBERABA – O que as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desvendaram em Uberaba não é apenas um caso isolado de corrupção, mas uma verdadeira “empresa do crime” instalada dentro da administração pública. Com um prejuízo estimado em mais de R$ 1,16 milhão aos cofres municipais, o inquérito concluído nesta semana indiciou 18 pessoas — incluindo um vereador, servidores e empresários — por um esquema sofisticado de desvio de recursos e lavagem de dinheiro.

O “Investimento” na Cadeira Legislativa

Segundo as investigações conduzidas pelo 5º Departamento de Polícia Civil e pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro, o esquema começou antes mesmo da posse. Um empresário local teria financiado a candidatura do vereador com recursos ilícitos. Em troca, após a vitória nas urnas, o parlamentar teria cedido a estrutura de seu gabinete para quitar a dívida.

O mecanismo era cruel com o erário: assessores eram nomeados formalmente, mas nunca exerciam suas funções. O salário e benefícios, como o vale-alimentação desses “assessores fantasmas”, eram sacados e repassados ao empresário financiador por meio de uma rede de “laranjas”.

A Operação e a Montanha de Provas

A investigação, iniciada em junho de 2025, ganhou corpo em julho, quando 26 policiais civis cumpriram mandados de busca em oito endereços. O resultado dessa varredura foi um inquérito colossal de 13.544 páginas, repletas de documentos financeiros, contábeis e provas digitais que não deixam dúvidas sobre a organização estruturada do grupo.

Os 18 envolvidos foram indiciados por uma extensa lista de crimes:

  • Peculato e Corrupção (Ativa e Passiva);
  • Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro;
  • Tráfico de Influência e Violação de Sigilo Funcional.

Consequências nas Esferas Criminal e Eleitoral

O caso agora está nas mãos do Ministério Público de Minas Gerais. Devido à natureza dos crimes, os autos foram encaminhados tanto para a Promotoria Criminal quanto para a Eleitoral. O desfecho pode resultar não apenas na prisão dos envolvidos, mas também na perda de mandato e na inelegibilidade dos políticos citados.

Reflexão

Casos como este em Uberaba mostram que o crime de “rachadinha” é a ponta de um iceberg muito mais profundo, onde cargos públicos são usados como moeda de troca para favores empresariais. Quando R$ 1,16 milhão é desviado, é a saúde e a educação de Uberaba que perdem.

Você acredita que a fiscalização sobre a frequência e o trabalho efetivo de assessores parlamentares nas Câmaras Municipais da nossa região deveria ser mais rígida para evitar casos de “fantasmas”?

Comentários

Por Jeferson Sputnik Jornalista RTP 0021471/MG

Jornalista RTP 0021471/MG Radialista Social Media Mais de 100 milhões de acessos em 2022 Assessor parlamentar Câmara dos Deputados Brasília Sangue A Positivo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *