A Prova de Chuva: João Pinheiro Inaugura Nova Era na Segurança Hídrica com Investimento de R$ 13,6 Milhões
Com tecnologia de ponta, nova Estação de Tratamento da Copasa amplia produção em 20% e garante que o abastecimento não pare nem diante das tempestades mais severas.
JOÃO PINHEIRO – Durante décadas, o céu carregado de nuvens sobre o Ribeirão dos Órfãos era motivo de preocupação para os pinheirenses. Não pela chuva em si, mas pelo que ela trazia: a turbidez da água que forçava a interrupção do tratamento e deixava torneiras secas. Essa realidade começou a mudar definitivamente na noite do último domingo (25/01). Com a entrada em operação da nova Estação de Tratamento de Água (ETA), a cidade não apenas ganha mais volume, mas conquista uma autonomia tecnológica inédita.
O Fim do “Gargalo” Climático
O investimento de R$ 13,6 milhões não é apenas um número em uma planilha de infraestrutura; ele representa um salto de 20% na capacidade de produção local. Agora, a unidade é capaz de processar até 110 litros por segundo, o suficiente para atender com folga os 48 mil habitantes do município.
O grande diferencial, entretanto, está na resiliência. Enquanto a estrutura antiga sucumbia ao excesso de sedimentos carregados pelas enxurradas, a nova ETA foi projetada para manter o funcionamento contínuo. “A nova estrutura consegue funcionar mesmo mediante a interferência dessas condições climáticas”, explica Saulo Bernardes, gerente regional da Copasa. Na prática, isso significa que o ciclo de vida da cidade não precisa mais parar quando o temporal começa.
Engenharia a Serviço da Saúde
O processo de transformação da água bruta do Ribeirão dos Órfãos em água potável segue um rigoroso balé químico e físico dentro da nova unidade. Dividido em etapas cruciais — coagulação, floculação, decantação e uma filtragem multicamadas (com areia, antracito e cascalho) — o sistema garante que cada gota que chega aos 16.700 imóveis da cidade esteja livre de impurezas.
Além da estação em si, o aporte financeiro garantiu a duplicação de 3 km de adutoras, as veias que transportam a riqueza hídrica até o centro de tratamento. E para quem teme imprevistos, uma boa notícia: a ETA antiga não será aposentada; ela permanece como um “Plano B” estratégico, garantindo que João Pinheiro tenha sempre uma redundância operacional.
O Futuro: Um Canteiro de Obras até 2027
Se os 8 milhões de litros distribuídos diariamente já parecem impressionantes, os planos para o futuro próximo são ainda mais ambiciosos. Fabrício Rezende, gerente de expansão, já antecipa o próximo passo: uma nova licitação de R$ 9 milhões prevista para este semestre.
O foco agora se volta para a modernização elétrica e a criação de uma Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR), um compromisso ambiental que evita o assoreamento dos rios locais e garante que o progresso de João Pinheiro caminhe de mãos dadas com a preservação do Ribeirão dos Órfãos.
Reflexão
A água é o recurso mais básico de uma civilização, mas sua abundância na torneira muitas vezes esconde a complexidade da engenharia necessária para levá-la até lá. Com este novo ciclo, João Pinheiro deixa de ser refém das intempéries para se tornar referência em gestão hídrica regional.




E para você, morador: como a garantia de um abastecimento sem interrupções impacta o seu planejamento e a sua confiança no crescimento da nossa cidade?

Comentários