“Boca de fumo” com câmera para monitorar chegada da polícia é estourada em Paracatu

A polícia militar PM desmantelou uma boca de fumo que contava com sistema de monitoramento

Os militares receberam, informações anônimas que na rua Dercilio Dias, um indivíduo conhecido por “NENÊ” e um menor estariam realizando tráfico ilícito de drogas no bairro.

Segundo as denúncias, “NENÊ”, seria o dono da casa e utilizava de menores de idade para ajudar nas vendas de drogas.

Os militares deslocaram para o local apontado, onde fizeram contato com a outra guarnição tático móvel, para que desse apoio para cercar a casa e assim evitar a fuga dos autores.

Operação batida policial, no bairro Paracatuzinho

Ao chegar ao local, os militares notaram que a residência, a qual é bastante simples, possuía sistema de videomonitoramento e uma câmera estava ligada.

Os militares bateram no portão e foram atendidos por um cidadão, o qual se identificou como W.P.S, de 32 anos, proprietário da casa.

Perguntaram para ele se conhecia algum indivíduo de alcunha “NÊNE” ou “VITIM”, mas ele disse que não conhecia. (W) disse que morava na residência com a esposa, a qual estaria dentro da casa.

Informado do teor da denúncia ele negou os fatos, disse não vender drogas, e autorizou a entrada dos militares na residência para que fosse feita buscas.

Ao adentrarem depararam com um menor, de 17 anos, e nesse momento (W) mudou a versão, alegando que a esposa dele estaria trabalhando e que havia esquecido que o menor estaria na casa.

Durante buscas foi localizado a quantia de R$240,00 dentro do guarda roupas e com o menor havia R$20,00.

Enquanto era realizada as buscas na casa, chegou na porta da residência G.B.M, de 19 anos, o qual chegou rapidamente, e como o portão estava aberto foi entrando.

A vizinha fofoqueira

Antes de (G) entrar na casa, a vizinha do lado, A.P.M, de 38 anos, a qual se declarou usuária de crack, e sabendo que os militares estavam realizando buscas na residência gritou para (G), “vaza, vaza”, fazendo sinal para que corresse, avisando que a polícia estava no local.

O autor ao se deparar com os militares, no interior da residência, tentou fugir, porém foi alcançado e preso.

Durante busca corporal em (G), foi localizado na mão dele, um invólucro plástico contendo 47 pedras de semelhante a crack, uma porção de uma substância semelhante a crack, três papelotes semelhantes a cocaína, duas buchas semelhante a maconha e a quantia de R$902,00.

Segundo (G), estava na residência dele, quando o menor chegou e disse que (W) teria pedido para que ele guardasse a droga e o dinheiro na casa dele, pois estava com medo de que a polícia desse “o pulão” na casa de (W), uma vez que a viatura teria passado em frente à casa dele duas vezes, em baixa velocidade.

O autor(G) disse ainda que pouco tempo depois, recebeu uma mensagem de texto, do menor dizendo que poderia levar a droga e o dinheiro, pois já tinha um tempo que a polícia tinha passado e não havia voltado mais.

Toda a confissão de (G) foi filmada pela polícia através da câmera que fica acoplada no colete balístico dos militares.

Na Delegacia, (W) tentou intimidar o menor, por diversas vezes, para que ele assumisse a propriedade da droga, falando baixinho, “assumi aí sô”.

No local foi apreendido quatro aparelhos celulares, os quais poderão passar por perícia, para melhor esclarecer os fatos, se preciso for, ambos estão descritos em campo próprio.

A Policia Ressaltou que (W) tem uma tatuagem grande no pescoço e menor possui uma tatuagem grande na perna, exatamente como foi descrito na denúncia.

Todos os autores foram levados ao hospital municipal, onde foram atendidos e liberados em seguida.

Diante dos fatos, o material foi apreendido, e juntamente com os autores encaminhados a Delegacia de polícia para demais providências.

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