Família acusa Hospital de interferi em velório e homem é enterrado enrolado em plástico com caixão lacrado

Gilmar, de 41 anos, faleceu em João Pinheiro, na última quinta-feira (25), por volta das 13h, dando entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com quadro de parada cardiorrespiratória, de acordo com o diretor do hospital Dr. Lucas, foi feito massagens cardíacas por mais o menos uns 40 minutos, na tentativa de ressuscitar a vítima, mas sem sucesso vindo a óbito.

A parti daí, uma situação que aumentaria ainda mais a dor da família teria início, diante do momento doloroso que é a perda do ente querido, a família foi informada que a vítima não poderia passar por procedimentos funerários, e que o velório somente poderia ser feito com o caixão lacrado, devido à pandemia do Coronavírus no mundo. No momento a família aceitou a situação, e de acordo com eles a vítima teria sido enrolada em um saco plástico transparente e colocado na urna é encaminhado diretamente para o cemitério, Santa Helena, em João Pinheiro, onde foi velado com tempo reduzido e na presença de poucos familiares.

No dia seguinte a família, se manifestou nas redes sociais, devido o mesmo ter sido tratado como caso suspeito de Covid-19, mesmo o laudo, médico informando que a morte aconteceu por causa indefinida, não sendo em momento nenhum classificado pelo médico que assinou o laudo como caso suspeito de coronavírus, sendo que tal informação mudaria completamento a forma que Sérgio, foi velado, não podendo contar, com vestimentas, ornamentação, e principalmente com o caixão que não haveria a necessidade de estar lacrado, podendo assim a familiar ter o último momento com o ente querido de forma mais próxima.

A equipe de reportagem do Sputnik Voz do Povo, procurou a funerária, Pax Vida, que prestou o serviço fúnebre, onde foi questionada sobre o procedimento, e a mesma informou que seguiu as orientações passadas no hospital, e que o irmão da vítima estava no momento da tal conversa e que o mesmo poderia testemunhar o fato. Nossa equipe conversou com o Irmão da vítima, o senhor João, que confirmou a informação da funerária.

Nossa equipe de reportagem chegou a gravar, com João, sobre o caso, mas momentos depois da gravação o mesmo pediu para não ser vinculada a sua gravação, mas que estava a disposição para qualquer esclarecimento junto a justiça sobre o caso.

Procurada a direção da UPA, fomos atendidos prontamente e optaram por se manifesta através de nota de esclarecimento. Veja…

Nota de Esclarecimento

“A vítima ao dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), já se encontrava em parada cardiorrespiratória por causa INDETERMINADA.

Como protocolo, na atual pandemia que vivemos, muitos não entendem e não aceitam a gravidade dessa pandemia (COVID-19), mas quero deixar claro que toda causa indeterminada de óbito entra como SUSPEITA, entendam bem, suspeita não é confirmação, mas entram como suspeita de infecção por Covid 19. E como tal, foi colhido exame para confirmação ou exclusão do caso. Até que isso seja feito, TEMOS que supor a possibilidade do Covid, portanto, garantir a SEGURANÇA de todos que entram em contato com os pacientes.

Todo o protocolo foi explicado claramente para os familiares que estavam responsáveis pelo paciente no dia em questão, muito embora tenham intendido a situação no momento, após a liberação do corpo não concordaram com o procedimento da funerária, deixamos claro que a declaração de óbito é causa indeterminada e que a UPA não define procedimento de velório e sepultamento.

O paciente não entrou como óbito covid no boletim do município nem como paciente suspeito, mas por ser de causa Indeterminada foi seguido protocolo padrão. Infelizmente isso não é uma opção nossa, da nossa cidade, município ou estado. Essa postura está sendo adotada no Brasil e no mundo. Sabemos que gera desconforto a família e nos sensibilizamos com eles, prestando nossas condolências, porém, temos a OBRIGAÇÃO de pensar em todas as pessoas do município e em tantas outras famílias que sofreriam se alguém se infectasse devido à quebra de protocolo.

Salientamos que não há diferença entre classes sociais ou raças como apontadas e que todos estão sujeitos a isso conforme a circunstância do óbito.

Uma vez explicado o ocorrido, queremos pedir cordialmente que parem os sensacionalismos à cerca do caso. Já estamos todos lidando com o desconhecido, o medo, a insegurança e ansiedade, e a enorme falta de informação.

Orientamos que não usem medicações sem prescrição, evitem aglomerações, o momento já é de crise, não vamos adicionar maledicências e calúnias.

Mais uma vez me coloco a disposição para qualquer esclarecimento aos familiares”.

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