Polícia Civil indicia médico por estupro e violação sexual em clínica de BH
Investigado teria abusado de jovem de 18 anos durante exame de imagem; uma segunda vítima relatou crime semelhante ocorrido em dezembro.
BELO HORIZONTE – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, na última sexta-feira (20/02), o inquérito que apurou crimes sexuais cometidos por um médico generalista de 31 anos. O profissional foi indiciado por estupro e violação sexual mediante fraude, após abusar de uma paciente em uma clínica de imagem no bairro Santa Efigênia.
Dinâmica do Crime
O caso veio à tona no dia 11 de fevereiro, quando o médico foi preso em flagrante. Segundo a delegada Larissa Mascotte, a vítima, uma jovem de 18 anos, buscava um exame de abdômen devido a dores abdominais. Durante o atendimento, o médico sugeriu um ultrassom transvaginal.
De acordo com a investigação:
- Abuso: O médico inseriu os dedos nas partes íntimas da vítima sem luvas e sem explicação técnica.
- Atos Libidinosos: O investigado expôs o próprio órgão genital e cometeu atos libidinosos na frente da paciente.
- Irregularidade: Funcionários da clínica confirmaram que o médico não comunicou a necessidade do exame complementar ao sistema da unidade, o que é o procedimento padrão.
Segunda Vítima Identificada
Com a repercussão do caso, uma mulher de 21 anos procurou a delegacia para denunciar um episódio ocorrido em dezembro de 2025. Ela relatou que, durante um exame transvaginal com o mesmo profissional, ele teria trancado a porta do consultório e feito perguntas invasivas de cunho sexual. Um novo inquérito foi instaurado para apurar especificamente este segundo relato.
Defesa e Situação Legal
Em depoimento, o médico alegou que agiu dentro dos limites éticos e técnicos da profissão. No entanto, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça. O investigado permanece preso enquanto o processo segue para a fase judicial.

Comentários