Horror em Família: Mãe é Presa no Norte de Minas por Explorar Sexualmente a Própria Filha
Polícia Civil interrompe ciclo de abuso em Rio Pardo de Minas; adolescente de 15 anos era “agenciada” pela genitora para encontros com homens adultos.
O papel de uma mãe deveria ser o de porto seguro, mas, em Rio Pardo de Minas, a realidade encontrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) foi um cenário de traição e crime. Na última quarta-feira (14/01), uma operação policial culminou na prisão em flagrante de uma mulher acusada de transformar a própria filha, de apenas 15 anos, em objeto de exploração comercial.
O Flagrante: A Exploração em Andamento
A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. O que os policiais encontraram, porém, foi a prova de que o crime não era apenas passado, mas um processo contínuo. Durante a intervenção, ficou constatado que a adolescente estava sob uma situação de exploração sexual ativa, facilitada e consentida por quem detinha sua guarda legal.
As investigações revelaram um modus operandi perverso: a mãe atuava como intermediária, gerenciando comunicações e agendando encontros entre a jovem e homens adultos. Em alguns casos, os “clientes” eram significativamente mais velhos que a vítima, reforçando a gravidade do crime de favorecimento da prostituição de vulnerável.
Proteção e Punição
Diante do cenário de risco iminente, as autoridades agiram rapidamente:
- A Vítima: A adolescente foi retirada do convívio familiar e entregue ao Conselho Tutelar, que agora coordena as medidas de proteção e suporte psicológico necessárias.
- As Provas: Aparelhos celulares foram apreendidos e passarão por perícia para identificar os homens que pagaram pelos abusos, que também podem responder criminalmente.
- A Lei: A delegada Mayra Coutinho destacou que a prática (Artigo 218-B do Código Penal) é de extrema gravidade, prevendo penas severas de sete a 16 anos de prisão, especialmente quando o agressor é o próprio responsável legal.
Conclusão: O Silêncio que Precisa Ser Rompido
A prisão desta mulher é um alento para a justiça, mas deixa uma cicatriz na comunidade de Rio Pardo de Minas. O caso serve como um alerta urgente para que vizinhos, professores e familiares fiquem atentos a sinais de isolamento ou comportamento atípico em adolescentes, denunciando qualquer suspeita às autoridades.
A pergunta que fica para todos nós é: como fortalecer as redes de proteção para que o ambiente doméstico deixe de ser, em casos isolados como este, o lugar de maior perigo para uma criança?

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